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O Ministério da Saúde lançou, no sábado (29), o novo Guia Nacional da Triagem Auditiva Neonatal (TAN). O documento atualiza critérios, orientações e fluxos assistenciais para o cuidado auditivo de recém-nascidos em todo o país.
De acordo com o Ministério da Saúde, o objetivo é garantir diagnóstico precoce, acesso ao tratamento e melhores condições de desenvolvimento comunicativo para as crianças. A apresentação oficial ocorreu durante o 33º Congresso Brasileiro de Fonoaudiologia (CBFa), em São Paulo (SP).
Novas orientações para serviços de saúde
O guia traz novas diretrizes para maternidades, equipes da atenção primária, serviços de referência e equipes multiprofissionais. As atualizações buscam padronizar indicadores e fortalecer o monitoramento das ações.
Na versão anterior, todos os bebês passavam pelos mesmos exames: emissões otoacústicas e o BERA (Teste de Potencial Evocado Auditivo). Agora, os indicadores de risco foram revisados, direcionando a triagem conforme o tipo de perda auditiva mais provável.
Mudanças no fluxo de atendimento
Bebês que permanecem internados por mais de cinco dias em UTI neonatal, por exemplo, têm maior risco de desenvolver perda auditiva do tipo retrococlear. Com as mudanças, esses recém-nascidos serão encaminhados diretamente para o exame BERA.
O novo fluxo também otimiza as filas de teste e reteste, tornando o acesso mais rápido. Segundo Arthur Medeiros, coordenador-geral de Saúde da Pessoa com Deficiência, a atualização visa qualificar profissionais e assegurar que nenhuma criança seja excluída do cuidado.
Meta de cobertura
Entre 2023 e 2024, o Brasil alcançou 42% de cobertura da Triagem Auditiva Neonatal. Em 2025, o índice subiu para 46%. A meta é atingir 70%, conforme Victor Fonseca Vieira, consultor da Coordenação-Geral de Saúde da Pessoa com Deficiência.
O Distrito Federal registrou o melhor desempenho, com 95%, seguido por Santa Catarina (75%), Mato Grosso do Sul (66%), Rio Grande do Sul (63%) e Minas Gerais (61%). Os demais estados ficaram abaixo de 60%.
O Ministério da Saúde tem ampliado esforços para garantir o acesso ao teste, com investimentos, aquisição de equipamentos e atualização de normas. O trabalho inclui ações integradas com educação e inclusão social.
Para saber mais, acesse o Guia de Triagem Auditiva Neonatal
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