**Ministério da Saúde destina R$ 9,8 bilhões para adaptação no SUS e lança medidas de fortalecimento assistencial**
O Ministério da Saúde anunciou um investimento de R$ 9,8 bilhões para adaptar o Sistema Único de Saúde (SUS) aos impactos das mudanças climáticas. O plano, chamado AdaptaSUS, inclui a construção de novas unidades e a aquisição de equipamentos resilientes. As ações foram apresentadas pelo ministro Alexandre Padilha no 14º Congresso Brasileiro de Saúde Coletiva (Abrascão).
De acordo com o Ministério da Saúde, o AdaptaSUS estabelece 27 metas e 93 ações a serem implementadas até 2035. O objetivo é preparar a rede de saúde para enfrentar eventos climáticos extremos, que já afetam um em cada 12 hospitais no mundo, segundo Padilha.
Durante o evento, o ministro também assinou portarias que criam a Comissão Técnica de Registro Profissional do Sanitarista e o Comitê de Acompanhamento de Formação da Profissão. A medida, baseada na Lei nº 14.725/2023, visa regulamentar a categoria e consolidar critérios de formação.
Novas diretrizes e programas
Foi lançado o Guia Nacional de Unidades de Saúde Resilientes, que orienta a construção e adequação de UBS, UPAs e hospitais para resistir a desastres climáticos. O documento integra projetos do [Novo PAC Saúde](https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/novo-pac-saude) e inclui padrões de segurança, autonomia energética e estruturas reforçadas.
O Ministério também criou a [Instância Nacional de Ética em Pesquisa (INAEP)](https://www.gov.br/saude/pt-br/composicao/orgaos-colegiados/inaep), que moderniza a avaliação ética em estudos com seres humanos. Além disso, foram assinados atos relacionados ao [FormaTec-SUS](https://www.gov.br/saude/pt-br/composicao/sgtes/formatec-sus), programa de formação técnica na rede pública, e à integração dos programas Mais Médicos e Mais Médicos pelo Brasil.
O AdaptaSUS foi apresentado na [COP30](https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/cop30) e prevê medidas como fortalecimento de sistemas de alerta, ampliação da vigilância e investimentos em pesquisa. Os recursos serão destinados a obras em áreas vulneráveis, capacitação de equipes e criação de plataformas de dados integrados.
