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Ministério das Mulheres avalia impacto da fome em lares liderados por mulheres durante reunião do Consea

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O Ministério das Mulheres apresentou dados sobre o impacto da fome em lares chefiados por mulheres durante a 4ª reunião ordinária do Conselho Nacional de Segurança Alimentar (Consea), realizada nesta terça-feira (9) no Palácio do Planalto, em Brasília. O debate ocorreu após o Brasil sair do Mapa da Fome da ONU em julho deste ano.

De acordo com o Ministério das Mulheres, a primeira saída do país do Mapa da Fome ocorreu em 2014, após 11 anos de políticas públicas. No entanto, o desmonte de programas sociais fez o Brasil retornar ao mapa entre 2018 e 2020.

A secretária-executiva do ministério, Eutália Barbosa, destacou que a insegurança alimentar atinge desproporcionalmente lares liderados por mulheres. “Não é possível que as mulheres, além de se responsabilizarem pelo cuidado, ainda vivam em lares com maior insegurança alimentar”, afirmou.

Segundo ela, 21,6% da população ainda vive em insegurança alimentar, sendo a maioria desses domicílios chefiada por mulheres. “Esse dado precisa ser enfrentado com urgência”, declarou Barbosa.

O ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, reforçou que sair do Mapa da Fome não significa o fim da fome. “Ainda existem pessoas em situação de insegurança alimentar, e por isso essa política não pode ser relaxada”, disse durante a abertura da reunião.

Dados sobre insegurança alimentar

De acordo com o Relatório Anual Socioeconômico da Mulher (Raseam 2025), 21,6 milhões de domicílios estavam em insegurança alimentar no Brasil no quarto trimestre de 2023. Desses, 59,4% tinham mulheres como responsáveis.

Apesar da maioria dos lares chefiados por mulheres (68,3%) estar em segurança alimentar, o percentual é inferior ao registrado em domicílios liderados por homens (76,8%). Entre os lares femininos com insegurança alimentar, 20,8% estavam em condição leve, 6,2% moderada e 4,6% grave.

Participaram do evento o ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Wellington Dias, a conselheira nacional Elisabetta Recine e a secretária-executiva do Ministério da Igualdade Racial, Rachel Barros. A reunião segue até quarta-feira (10) com debates sobre soberania alimentar.

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