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O Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR) avançou no projeto de construção de barreiras para reduzir os impactos de desastres naturais em Nova Friburgo e Teresópolis, no Rio de Janeiro. A iniciativa, desenvolvida em parceria com o Japão, incluiu a entrega de manuais técnicos durante o 3º Seminário do Projeto Sabo, realizado na UFRJ.
De acordo com o MDR, as primeiras obras devem começar em janeiro de 2024 em Nova Friburgo. O projeto prevê a instalação de barreiras de retenção de detritos para minimizar danos causados por deslizamentos e enxurradas.
O secretário Nacional de Proteção e Defesa Civil, Wolnei Wolff, destacou a importância da parceria com o Japão. “Consolidamos quase cinco anos de trabalho conjunto, adaptando uma tecnologia de excelência mundial à realidade brasileira”, afirmou durante o evento.
Detalhes do Projeto Sabo
O Projeto Sabo teve início em julho de 2021 e deve ser concluído em junho de 2026. Seu objetivo é fortalecer a capacidade técnica do Brasil no combate a desastres naturais, com foco em cidades resilientes.
Wolff lembrou o desastre de 2011 na Região Serrana do Rio de Janeiro, que deixou quase mil mortos. “O Japão tem experiência com esse fenômeno, por isso buscamos essa parceria para trazer conhecimento e tecnologia”, explicou.
Nova Friburgo receberá uma barreira impermeável próxima ao Hospital São Lucas, com obras previstas para durar 22 meses. Já Teresópolis terá uma estrutura permeável, que permite a passagem de água enquanto retém sedimentos.
Tecnologia japonesa
Durante o seminário, o diretor do Departamento Sabo do Japão, Masaru Kunitomo, apresentou as estratégias do país asiático no enfrentamento de desastres. As barreiras Sabo são estruturas projetadas para conter fluxos de detritos causados por chuvas intensas.
As barreiras permeáveis usam estruturas metálicas para reter materiais grossos, como rochas, permitindo a passagem de água. Já as impermeáveis são eficazes contra sedimentos finos, como areia e argila.
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