A lua Dimorphos en versão real e em simulação feita pela equipe do Dr. Gustavo. Fonte: Naure,Imagens do sistema Dinkinesh obtidas pela Missão Lucy comparadas com os resultados de simulação. Fonte: NatureResultados de simulações de colisões de luas em fusão. Fonte: Nature
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Estudo do ON publicado na Nature revela formação de satélite por fusão de mini luas

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**Estudo publicado na Nature revela formação de satélite por fusão de mini luas**

Um estudo publicado na revista *Nature Communications* na quinta-feira, 11 de dezembro, revela que a lua Selam, que orbita o asteroide Dinkinesh, se formou a partir da fusão de múltiplas mini luas. A pesquisa, que tem entre seus autores o Dr. Gustavo Madeira, do Observatório Nacional (ON/MCTI), sugere que essas pequenas luas surgiram de material ejetado pelo asteroide.

De acordo com o estudo, Selam possui um formato de “binário de contato”, composto por duas esferas que se tocam. Os resultados reforçam uma teoria proposta em trabalhos anteriores, que indica que formatos peculiares em luas de asteroides podem surgir de colisões entre satélites de massas semelhantes.

A pesquisa também tem implicações para o entendimento da evolução de sistemas binários e da estrutura interna de asteroides do tipo “rubble pile”. Além disso, pode influenciar estratégias de defesa planetária, já que a diversidade de formatos de luas é maior do que se imaginava.

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**Missão Lucy revelou estrutura inesperada**

A descoberta foi motivada por dados da missão Lucy, da NASA, que em 2023 identificou a lua Selam orbitando o asteroide Dinkinesh. Sua forma incomum levantou questões sobre sua origem. Simulações tridimensionais indicam que Selam surgiu de colisões sucessivas entre mini luas, que se uniram gradualmente.

Cada lobo da Selam tem cerca de 210 e 230 metros de diâmetro e se formou separadamente antes de se fundirem. As colisões ocorreram em baixa velocidade e em ângulos rasantes, condições que permitiram a junção sem destruição total dos corpos.

**Paralelo com a lua Dimorphos**

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O estudo sugere que um mecanismo semelhante pode explicar o formato achatado da lua Dimorphos, alvo da missão DART em 2022. Simulações indicam que colisões em velocidades um pouco mais altas poderiam resultar nesse formato. A missão Hera, da ESA, deve fornecer novos dados para testar a hipótese.

**Múltiplas luas podem ser comuns**

A pesquisa aponta que sistemas com múltiplas mini luas podem ser mais frequentes do que se pensava. Asteroides podem passar por vários episódios de ejeção de material, formando satélites que, com o tempo, colidem e geram estruturas complexas.

Isso sugere que Selam pode ser apenas um exemplo de uma classe de luas formadas por fusões sucessivas, até então pouco observadas devido a limitações técnicas.

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