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A terceira edição da Operação Renorcrim resultou em um prejuízo estimado de R$ 355 milhões para o crime organizado no Brasil. De acordo com a Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), a ação ocorreu entre 24 de novembro e 5 de dezembro, mobilizando as Polícias Civis de todos os estados e do Distrito Federal.
A operação teve como objetivo desarticular estruturas econômicas e logísticas de grupos criminosos. Foram realizadas 603 prisões e apreendidas 202 armas de fogo, incluindo oito fuzis e 14.139 munições. Cerca de cinco toneladas de drogas foram retiradas de circulação.
No aspecto patrimonial, a ação apreendeu 387 veículos e 21.041 outros bens, avaliados em mais de R$ 79 milhões. Além disso, foram bloqueados R$ 196 milhões em ativos financeiros, de um total de R$ 838 milhões solicitados judicialmente.
Integração entre forças de segurança
O secretário nacional de Segurança Pública, Mario Sarrubbo, destacou a importância da atuação coordenada. “A Operação Renorcrim demonstra a força da integração entre a Senasp e as Polícias Civis”, afirmou.
Rodney da Silva, diretor da Diretoria de Operações Integradas e de Inteligência da Senasp, ressaltou que a ação simultânea em todo o país dificulta a reorganização dos grupos criminosos. “O trabalho conjunto aumenta o impacto das medidas adotadas”, disse.
A operação faz parte das estratégias do Ministério da Justiça e Segurança Pública para o enfrentamento ao crime organizado, alinhadas ao Sistema Único de Segurança Pública (Susp). Novas edições da ação estão previstas para ampliar a repressão a crimes de alta complexidade.
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