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Mais de 600 mil professores da educação básica deixarão de pagar Imposto de Renda devido à isenção para rendimentos de até R$ 5 mil mensais, sancionada em 2025. De acordo com o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), a medida beneficia 51,6% dos docentes, ante os 19,7% isentos anteriormente.
A mudança está prevista na Lei nº 15.270/2025, que amplia a faixa de isenção e estabelece descontos para rendas de até R$ 7.350. A renúncia fiscal de R$ 25,4 bilhões será compensada por arrecadação extra de R$ 34,1 bilhões com tributação sobre altas rendas em 2026.
Segundo o Ipea, 73,5% dos professores terão aumento na renda disponível. O benefício é maior para quem recebe próximo ao piso nacional de R$ 4.867,77. Antes da reforma, esses profissionais pagavam alíquota máxima de 27,5%.
Impacto por categoria
Entre docentes com apenas um vínculo, 60,7% ficam isentos e 21,1% terão redução. Já entre os com múltiplos empregos, 32,3% deixam de pagar e 26,1% têm desconto. Na rede privada, 82,2% estarão isentos, contra 42,5% na pública.
Os estados mais beneficiados são Alagoas, Minas Gerais, Paraíba, Tocantins e Roraima, com mais de 60% de isentos. No Distrito Federal, 63,4% dos professores permanecem na alíquota máxima.
Depoimentos
Luana Campos, professora municipal no Paraná, comemora a isenção: “É um valor que faz diferença no final do ano”. Fernando Lourenço, do Distrito Federal, terá redução: “Ajudará em gastos como combustível”. Ambos defendem mais ações de valorização da categoria.
O estudo do Ipea utilizou dados da Rais 2022, ajustados pela inflação, e identificou 1,95 milhão de vínculos docentes. A análise completa está disponível no repositório do instituto.
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