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O Governo de Minas Gerais distribuiu 8.413 kits de irrigação para agricultores familiares em 227 municípios do estado em 2025. A ação, executada pela Emater-MG, vinculada à Secretaria de Estado da Agricultura (Seapa), integra o Programa Irriga Minas e prioriza regiões como o semiárido mineiro.
De acordo com a Seapa, os kits são indicados para o cultivo de hortaliças e frutíferas em áreas de 500 m² ou 1000 m². Cada conjunto inclui caixa d’água de mil litros, tubo gotejador, filtros, registros e conectores, utilizando tecnologia que reduz desperdício de água.
Em maio de 2025, 1.268 kits foram entregues em um único dia para 37 municípios do semiárido. O sistema de gotejamento permite que a água seja direcionada diretamente às plantas, aumentando a eficiência no uso dos recursos hídricos.
Normas e regulamentação
O Governo de Minas publicou o Decreto nº 49.072, que regulamenta a Política de Agricultura Irrigada no estado. As novas diretrizes facilitam a declaração de utilidade pública para infraestruturas de irrigação, incluindo pivôs e sistemas de gotejamento.
Segundo o secretário da Agricultura, Thales Fernandes, os kits potencializam a Política Estadual de Agricultura Irrigada Sustentável. “Com o apoio da Emater, os agricultores podem irrigar suas áreas, aumentando produtividade, renda e emprego”, afirmou.
Em Francisco Sá, no Norte de Minas, o produtor José Ronaldo Pereira Martins, de 48 anos, destacou a economia de água proporcionada pelo kit. “Vou ampliar a área de plantio, incluindo pimentões coloridos e tomate”, disse.
Apoio técnico e inclusão
A Emater-MG acompanha os agricultores beneficiados, orientando sobre montagem, uso dos equipamentos e boas práticas de cultivo. A empresa também participa da seleção dos produtores, logística e entrega dos kits.
Em Divino, na Zona da Mata, 27 dos 49 kits distribuídos foram destinados a mulheres. De acordo com a extensionista Emanuela Costa Torres, da Emater, a iniciativa busca fortalecer o protagonismo feminino no campo, tradicionalmente ocupado por homens na cafeicultura.
Renata de Souza Gomes, produtora de uma comunidade de povos originários em Divino, planeja fornecer alimentos para o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) a partir de 2026. “Aumentaremos a produção de cenoura, beterraba e repolho”, afirmou.
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