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O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) iniciou em 10 de dezembro de 2025 uma pesquisa nacional para atualizar o Estudo Científico do Cargo e o Mapeamento de Competências dos profissionais da área. A ação é coordenada pela Diretoria de Ensino e Pesquisa (DEP) da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), em parceria com a Universidade de Brasília (UnB).
De acordo com o MJSP, o estudo visa coletar dados sobre as atribuições e competências essenciais de policiais civis, militares, científicos e bombeiros. Os resultados contribuirão para a revisão da Matriz Curricular Nacional (MCN), que orienta a formação nas academias estaduais.
A pesquisa representa a terceira fase de consulta às categorias. Nas etapas anteriores, foram realizados encontros presenciais em sete estados e reuniões online com representantes das 27 unidades federativas. O processo buscou abranger diferentes modelos de atuação e organizações das forças de segurança.
Objetivos da pesquisa
A Senasp e a UnB pretendem consolidar um panorama científico dos cargos no setor. O levantamento analisará atividades desempenhadas, competências requeridas, habilidades críticas, desafios cotidianos e tendências que impactam a atuação profissional.
Os dados servirão de base para definir parâmetros formativos mais alinhados às realidades do país e às necessidades contemporâneas de segurança pública. O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) também colabora com estudos sobre os currículos praticados nas academias.
Michele dos Ramos, diretora da DEP, destacou a importância da participação dos profissionais. “A atualização só é possível com quem está na linha de frente. Essa escuta qualificada permite que a MCN reflita com precisão as competências necessárias e os desafios reais”, afirmou.
A pesquisa está disponível para preenchimento voluntário no link gov.br/pesquisamcn. As respostas podem ser interrompidas e retomadas no mesmo dispositivo e navegador.
Paralelamente, o Ipea conduz outra pesquisa sobre a percepção dos profissionais em relação aos processos formativos. As perguntas foram enviadas por e-mail para agentes de todo o país.
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