8661-agenciamg

HMAL está sem realizar cirurgias há sete meses segundo denúncia de servidores

Servidores do Hospital Maria Amélia Lima (HMAL), localizado no bairro Santa Efigênia, em Belo Horizonte, denunciaram que a unidade deixou de realizar 1.155 cirurgias em 2025 devido ao fechamento do bloco cirúrgico por sete meses. De acordo com informações do jornal O Tempo, os profissionais realizaram um protesto em frente ao hospital nesta terça-feira (5/8).

Advertisement

Andrea Fontenelle, diretora-clínica do HMAL, afirmou que a mobilização busca sensibilizar órgãos como o Tribunal de Contas e o Tribunal de Justiça para a análise do processo que envolve a restauração do atendimento ou a entrega do hospital ao consórcio vencedor do edital, finalizado em abril. Segundo ela, a expectativa de que o Hospital de Pronto-Socorro João XXIII absorvesse a demanda do Maria Amélia Lins não se concretizou, pois o João XXIII prioriza casos de urgência, inviabilizando cirurgias eletivas.

Impacto do fechamento do bloco cirúrgico

Fontenelle destacou que o fechamento do bloco cirúrgico do HMAL tem causado grande impacto, com mais de 1.150 cirurgias não realizadas. Ela ressaltou que, embora as cirurgias não sejam de emergência, não podem ser adiadas devido ao risco de complicações. A diretora-clínica enfatizou a necessidade de reabertura do bloco cirúrgico para atender à população.

Os pagamentos dos profissionais do HMAL estão em dia, conforme informado por Fontenelle. No entanto, ela expressou preocupação com a desestruturação da unidade hospitalar e criticou o projeto governamental que prevê a transferência da gestão da saúde pública sem o direcionamento adequado.

O processo de terceirização do HMAL está suspenso por decisão liminar do Tribunal de Contas do Estado, que impede a formalização do contrato com o consórcio vencedor até que a regularidade do processo seja analisada. Paralelamente, tramita no Tribunal de Justiça de Minas Gerais uma ação do Ministério Público que pede a normalização dos serviços paralisados no hospital.

Com a concessão da gestão, o governo de Minas Gerais pretende transformar o HMAL em uma unidade dedicada a cirurgias eletivas. O consórcio vencedor administraria a estrutura física e os equipamentos, avaliados em cerca de R$ 6 milhões, sem custo, e teria liberdade para promover mudanças no espaço.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *