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O Governo do Brasil criou a Secretaria Extraordinária para a Copa do Mundo de Futebol Feminino 2027, conforme decreto publicado na última sexta-feira (19). A estrutura, vinculada ao Ministério do Esporte, funcionará até dezembro de 2027 e será responsável pela coordenação do evento, incluindo logística, governança e articulação com a FIFA.
De acordo com o Ministério do Esporte, a secretaria seguirá o modelo adotado em outros grandes eventos internacionais. O ministro André Fufuca afirmou que a medida visa garantir eficiência e transparência na organização do torneio. “Ela será fundamental para assegurar a boa organização e um legado para o futebol feminino”, disse.
A nova secretaria atuará como intermediária entre o governo brasileiro e a FIFA, acompanhando compromissos em áreas como segurança, mobilidade urbana, telecomunicações e saúde. Cynthia Motta, coordenadora da Copa 2027 no ministério, destacou que o foco será em logística e articulação, sem a necessidade de obras em estádios.
Estrutura e câmaras temáticas
A secretaria contará com um secretário, gerente de projeto, assessores técnicos e uma equipe dedicada à coordenação de grandes eventos. O Ministério do Esporte e o Comitê Gestor da Copa (CGCOPA) também definiram oito câmaras temáticas para tratar de vistos, segurança, tecnologia, transporte e outros temas essenciais.
O CGCOPA reúne 23 órgãos federais, incluindo a AGU e ministérios como Fazenda, Saúde e Justiça. O próximo passo será a instalação do comitê executivo, responsável pelas ações operacionais do Mundial.
Cidades-sede e legado
O Brasil foi confirmado como sede da Copa do Mundo Feminina em maio de 2024. As cidades escolhidas são Fortaleza, Recife, Salvador, Belo Horizonte, São Paulo, Rio de Janeiro, Porto Alegre e Brasília. A abertura do torneio está prevista para daqui a 584 dias.
Cynthia Motta ressaltou que a secretaria também busca fortalecer o futebol feminino no país. “O objetivo é garantir que as atletas tenham condições de seguir suas carreiras”, afirmou.
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