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O Sistema Único de Saúde (SUS) ampliou atendimentos, reduziu filas e intensificou o combate à desinformação em saúde entre 2023 e 2025, segundo dados do Ministério da Saúde. O período registrou recorde de cirurgias eletivas, expansão da atenção primária e avanços em imunização e infraestrutura.
De acordo com o Ministério da Saúde, o SUS realizou 14,5 milhões de cirurgias eletivas em 2025, aumento de 37% em relação a 2022. O programa Agora Tem Especialistas atendeu 150 mil pacientes em mutirões e 17,5 mil indígenas, além de realizar 1,2 milhão de cirurgias oftalmológicas e 3 milhões de mamografias.
O Mais Médicos Especialistas superou a meta inicial, com 577 profissionais atuando em 187 municípios. Já o Mais Médicos ampliou em 99% o número de profissionais, passando de 13,7 mil para 27,3 mil médicos em 4,5 mil cidades.
Atenção Primária e Infraestrutura
Os atendimentos na Atenção Primária cresceram 30%, de 23,9 milhões para 31 milhões anuais. Nas áreas indígenas, o número de médicos mais que dobrou, de 325 em 2022 para 706 em 2025. O país conta com 45,7 mil Unidades Básicas de Saúde (UBS), 2,2 mil a mais que em 2023.
O Farmácia Popular registrou aumento de 68% no alcance, atendendo 27 milhões de pessoas em 2025. Todos os medicamentos passaram a ser gratuitos, com investimento de R$ 12,6 bilhões entre 2023 e 2025.
O Novo PAC destinou R$ 31,5 bilhões à saúde, financiando 3.201 obras. Foram entregues 2.223 ambulâncias do SAMU, com previsão de mais 2.420 até 2026. O programa também incluiu a instalação de 150 salas de cirurgia equipadas.
Combate ao HIV e Imunização
O Brasil recebeu da OMS o certificado de eliminação da transmissão vertical do HIV, tornando-se o primeiro país da América do Sul a alcançar o marco. A taxa de mortalidade por aids caiu 13% entre 2023 e 2024.
A cobertura vacinal aumentou em 15 das 16 vacinas do Calendário Nacional em 2025. O SUS passou a oferecer imunização contra o vírus sincicial respiratório (VSR) para gestantes e aprovou a vacina contra dengue do Instituto Butantan, com eficácia de 74,4%.
O Ministério da Saúde reforçou ações contra a desinformação, com campanhas em escolas e medidas judiciais contra divulgação de fake news sobre vacinas. “Estamos vencendo essa batalha”, afirmou o ministro Alexandre Padilha.
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