A tarifa do transporte coletivo em Belo Horizonte aumentou de R$ 5,75 para R$ 6,25 a partir desta sexta-feira (2/1). O reajuste de R$ 0,50 foi anunciado pela Prefeitura de Belo Horizonte (PBH), que afirmou que o subsídio municipal evita que o valor chegue a R$ 10,30.
De acordo com a PBH, linhas que atendem vilas e favelas continuam sem cobrança, e a catraca livre permanece válida aos domingos e feriados. Passageiros entrevistados pelo jornal O Tempo relataram preocupação com o impacto no orçamento.
A cuidadora de idosos Paula Cristina Barbosa, de 46 anos, disse que utiliza o transporte diariamente. “Eu pego duas conduções por dia. Agora, com o valor de R$ 6,25, fica mais caro”, afirmou. Ela destacou que mesmo quem recebe vale-transporte sente o aumento.
A autônoma Carla Oliveira, de 55 anos, criticou o reajuste. “Cinquenta centavos é uma diferença grande, ainda mais porque o ônibus não tem essa qualidade toda”, disse. Ela também questionou a falta de cobrança proporcional à distância percorrida.
O analista de sistemas Leonardo Souza, de 28 anos, classificou o aumento como injusto. “No fim do mês, esse valor faz diferença, principalmente no final do ano. Impacta bastante”, afirmou. Ele utiliza o transporte coletivo diariamente.
A reportagem do O Tempo tentou ouvir o Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros de Belo Horizonte (Setra-BH) e a PBH, mas não obteve resposta até a publicação.
