A Reitoria da UFVJM manifestou preocupação com o cenário orçamentário da instituição. Esta preocupação surgiu após a divulgação do corte promovido pelo Congresso Nacional no orçamento das universidades federais. O corte ocorreu durante a tramitação do Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) de 2026.
De acordo com a UFVJM, um levantamento preliminar realizado pela Pró-Reitoria de Planejamento, Orçamento e Finanças (Proplan) indicou um corte total de R$ 3,1 milhões. Este valor representa uma redução de 7,25% nos recursos discricionários da instituição. O orçamento inicialmente previsto no PLOA 2026 para a UFVJM foi afetado.
O corte atingiu todas as ações orçamentárias destinadas à cobertura de despesas essenciais. Isso inclui serviços terceirizados, materiais, bolsas, auxílios estudantis, diárias, passagens, combustíveis, equipamentos e obras. A redução impacta o funcionamento da universidade em diversas áreas.
O cenário apresenta maior gravidade nos recursos destinados à assistência estudantil. O corte alcançou aproximadamente R$ 528 mil, o equivalente a 7,3%. Essa redução compromete a permanência de estudantes em situação de vulnerabilidade socioeconômica e inviabiliza a implementação da nova Política Nacional de Assistência Estudantil (PNAES) na instituição.
O pró-reitor de Planejamento, Orçamento e Finanças, Darliton Vinicios Vieira, explicou que o orçamento previamente autorizado para a UFVJM em 2026 não era ideal. Ele afirmou que o valor não atendia toda a demanda da assistência estudantil e o funcionamento pleno da instituição.
Vieira completou: “Agora, com o corte promovido pelo Congresso Nacional, o cenário exigirá uma revisão mais cuidadosa de todo o planejamento das despesas discricionárias, impactando diversas áreas da instituição”. A revisão será necessária para ajustar as finanças da universidade.
O reitor Heron Laiber Bonadiman afirmou: “O corte aprovado agrava uma conjuntura financeira já fragilizada. Se não houver uma recomposição, o orçamento da UFVJM em 2026 será menor do que o executado em 2025, comprometendo severamente todas as atividades desenvolvidas pela universidade.”
Bonadiman acrescentou: “Por isso, acompanharemos de perto os desdobramentos dessa redução e lutaremos por uma recomposição que atenda as necessidades da nossa instituição”. A UFVJM buscará reverter a situação para garantir suas operações.
Entre as ações em andamento, destacam-se as articulações com a Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes), Ministério da Educação (MEC) e parlamentares. A UFVJM busca apoio para a recomposição orçamentária.
Em nota, a direção da Andifes afirmou: “seguirá atuando de forma firme e articulada junto ao governo federal e ao Congresso Nacional em defesa da recomposição do orçamento das universidades federais e da pesquisa científica nacional, da valorização da educação superior pública e do cumprimento do compromisso constitucional do Estado brasileiro com a ciência, a educação e a redução das desigualdades sociais e regionais”.
