Foto: Douglas Magno / Arquivo O Tempo
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Estado planeja medidas para enfrentar doenças respiratórias no início do ano

O Governo de Minas Gerais reforçou as ações de prevenção e assistência contra doenças respiratórias, com foco na Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG). Em 2025, o estado decretou emergência em saúde pública devido ao aumento de casos. Segundo a Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG), os registros de SRAG subiram 233% em comparação com 2024.

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No último ano, foram registrados 5.010 casos de influenza, com 485 mortes, além de 8.033 infecções pelo vírus sincicial respiratório (VSR), que resultaram em 13 óbitos. De acordo com o secretário de Saúde, Fábio Baccheretti, o VSR é a principal causa de bronquiolite e pneumonia em crianças menores de dois anos.

Baccheretti afirmou que o Hospital João Paulo II está preparado para ampliar atendimentos pediátricos e leitos, caso haja aumento na demanda. Entre as medidas adotadas está a vacinação de gestantes contra o VSR a partir da 28ª semana de gravidez. Até janeiro de 2026, 46.920 gestantes já haviam sido imunizadas.

O secretário destacou a importância da vacinação infantil a partir dos seis meses de idade. Outra estratégia é o uso do nirsevimabe, um anticorpo monoclonal para proteger lactentes contra formas graves da doença. O estado investiu mais de R$ 100 milhões em vacimóveis para regiões vulneráveis.

Segundo Baccheretti, a Covid-19 ainda preocupa, principalmente em crianças sem esquema vacinal completo. A influenza também registrou crescimento em 2025. Ele explicou que os vírus respiratórios tendem a se alternar em circulação ao longo dos anos.

Medidas de prevenção

De acordo com o infectologista Leandro Curi, a vacinação é a principal forma de prevenção contra influenza, Covid-19 e VSR. Ele ressaltou que gestantes vacinadas transferem anticorpos para os bebês ainda no útero, reduzindo riscos de pneumonia.

Curi também destacou medidas individuais, como uso de máscara por pessoas com sintomas respiratórios, evitar aglomerações e priorizar ambientes ventilados. A higienização das mãos com água e sabão ou álcool em gel continua sendo eficaz contra a disseminação de vírus.

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