O senador Cleitinho Azevedo (Republicanos), que avalia uma possível candidatura ao governo de Minas Gerais em 2026, tem usado redes sociais para testar sua popularidade junto ao eleitorado. A decisão sobre a candidatura deve ser anunciada em março.
Na última quinta-feira, Cleitinho criticou o decreto do governador Romeu Zema (Novo) que ampliou a segurança paga pelo estado a ex-governadores e seus familiares. Ele classificou a medida como privilégio e sugeriu uma consulta pública sobre o tema.
Em outro vídeo, o senador destacou a aprovação de sua proposta que isenta veículos com mais de 20 anos do pagamento de IPVA em Minas Gerais. A medida, válida desde dezembro de 2025, beneficia cerca de 4,5 milhões de veículos.
De acordo com o jornal O Tempo, Cleitinho lidera pesquisas para o governo mineiro, mas avalia os riscos de uma eventual candidatura. Caso perca, ele pode retornar ao Senado, onde seu mandato vai até 2030, mas uma derrota poderia afetar seu capital político.
O senador afirmou que seu apoio vem do eleitorado e sugeriu que, se candidato, reduziria impostos no estado. Ele também criticou a imprensa, acusando veículos de divulgar informações equivocadas sobre sua possível candidatura.
Relação com Mateus Simões
Há descontentamento entre aliados de Cleitinho com o vice-governador Mateus Simões (PSD), pré-candidato ao governo. Apesar de uma aparição conjunta recente em vídeo, há relatos de que o entorno de Simões estaria trabalhando para enfraquecer a candidatura do senador.
Em setembro de 2025, Simões defendeu publicamente uma aliança com Cleitinho e o deputado Nikolas Ferreira (PL) para evitar um segundo turno com participação de partidos de esquerda. Desde então, o PL se aproximou de Simões, mas Cleitinho permanece no Republicanos.
A campanha de Simões busca incluir o Republicanos em seu palanque, em articulação com outros partidos de centro-direita e direita. Segundo interlocutores, a definição sobre uma possível aliança com Cleitinho dependerá das candidaturas ao governo federal.
