Um surto de Doenças Diarreicas Agudas (DDA) foi registrado na aldeia Escola Floresta, do povo indígena Maxakali, em Teófilo Otoni, no Vale do Mucuri (MG). De acordo com a Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG), 29 pessoas foram atingidas desde a segunda quinzena de dezembro de 2025, com três internações.
A maioria dos casos ocorreu em crianças de 1 a 4 anos, seguidas por menores de 1 ano. A SES-MG informou que a causa do surto ainda não foi identificada, e as investigações laboratoriais e ambientais continuam em andamento.
Monitoramento e óbito registrado
A situação na aldeia está sendo monitorada pelo Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde de Minas Gerais (CIEVS Minas) e pelo CIEVS do Distrito Sanitário Especial Indígena Minas Gerais e Espírito Santo (DSEI MGES).
Segundo a SES-MG, um bebê com menos de 1 ano morreu no dia 4 de janeiro. A criança havia sido registrada como caso de DDA, com alta em 1º de janeiro. A Declaração de Óbito apontou causas respiratórias, sem confirmação de relação com a doença diarreica.
Ações em andamento
Foram coletadas amostras para análise viral (duas) e bacteriana (três), além de testes de qualidade da água. A SES-MG destacou que análises anteriores, em dezembro de 2025, indicaram normalidade, mas novas coletas estão previstas para esta semana.
Entre as medidas adotadas estão:
– Atendimento pediátrico semanal a partir de 12/01;
– Contratação emergencial de um enfermeiro pelo DSEI;
– Disponibilização de veículo para apoio logístico;
– Aquisição de kits laboratoriais para identificar o agente causador;
– Orientação à comunidade sobre prevenção e coleta de amostras de fezes.
A SES-MG também monitora a cobertura vacinal, especialmente para rotavírus, e intensifica a busca ativa de novos casos na região.
