Cerca de 300 garis de Belo Horizonte estão em greve desde segunda-feira (19/1) por melhores condições de trabalho. O impasse foi discutido nesta quarta-feira (21/1) em assembleia na sede da empresa Sistemma Serviços Urbanos, no bairro São Gabriel, conforme informações do jornal O Tempo.
Um coletor, que preferiu não se identificar, afirmou que a paralisação é resultado de uma luta antiga. “São 12 anos de luta. A gente vem tentando conseguir um convênio médico e nunca conseguiu”, disse. Ele relatou que um colega, seu Márcio, faleceu sem atendimento médico, usando o uniforme da empresa.
De acordo com o trabalhador, as reivindicações incluem condições básicas, como pagamento em dia do vale-alimentação e fim de descontos em casos de atestado médico. “A gente não está cobrando salário. A gente só quer condição melhor de trabalho”, afirmou.
O gari Tales Alves, conhecido nas redes sociais, destacou problemas como atrasos no FGTS e falta de caminhões em condições de uso. “Tem mais de seis caminhões parados em manutenção, sem peça para consertar. Os garis não vão trabalhar com caminhão com mola quebrada”, disse.
A Superintendência Regional do Trabalho em Minas Gerais (SRT-MG) articulou a reunião, que contou com a presença do Sindicato dos Empregados de Asseio, Conservação e Limpeza Urbana de Belo Horizonte (Sindeac), da Prefeitura de Belo Horizonte e da Sistemma.
Posicionamento da SLU e da empresa
Em nota, a Superintendência de Limpeza Urbana (SLU) afirmou que acompanha as negociações e está adimplente com suas obrigações contratuais. A paralisação afeta as regionais Leste, Nordeste e Noroeste da capital.
A Sistemma disse que foi surpreendida pela greve e apura supostas irregularidades no movimento. A empresa é responsável pela coleta domiciliar de resíduos em Belo Horizonte.
Os garis reivindicam solução para atrasos no FGTS, falta de convênio médico e más condições dos veículos. Eles mantêm a paralisação até que um acordo concreto seja fechado.
