Foto: BOMBEIROS / DIVULGAÇÃO
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Rio Paraopeba em Brumadinho pode ser afetado por novo vazamento de lama da Vale

No dia em que se completam sete anos do rompimento da barragem da Vale em Brumadinho, um novo incidente envolvendo a mineradora atingiu o rio Paraopeba. De acordo com o jornal O Tempo, um extravasamento em uma cava da empresa, localizada entre Congonhas e Ouro Preto, despejou cerca de 220 mil metros cúbicos de lama no córrego Goiabeiras, afluente do Paraopeba.

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O prefeito de Congonhas, Anderson Cabido (PSB), confirmou que o corpo d’água já apresenta aumento na turbidez e no volume de água após o incidente. “Esse vazamento trouxe um impacto significativo por conta da água que saiu e foi carregando todo o material que se encontrava pelo caminho”, afirmou durante coletiva de imprensa.

Um vídeo compartilhado por um morador da comunidade de Campo das Flores mostra o córrego Goiabeiras com o nível elevado após o vazamento. A ponte local, já danificada, corre risco de desabar, segundo relatos de moradores.

Monitoramento e críticas

O prefeito Anderson Cabido criticou a falta de monitoramento da cava da Mina de Fábrica, onde ocorreu o extravasamento. “Deveria estar sendo monitorado, porque ainda que não seja uma barragem de rejeitos de minério, é uma barragem de água”, afirmou. Ele destacou que a localização da estrutura em Ouro Preto limita a atuação da prefeitura de Congonhas.

Sandoval de Souza Pinto Filho, diretor da União das Associações Comunitárias de Congonhas (Unaccon), alertou para os riscos de desastres causados por chuvas intensas. “Os eventos extremos estão se tornando cada vez mais frequentes e intensos”, afirmou, relacionando o caso às mudanças climáticas.

Posicionamento das empresas

A Vale informou, por nota, que o incidente foi um “extravasamento de água com sedimentos” e que comunidades não foram afetadas. A empresa afirmou que comunicou os órgãos competentes e que as causas estão sendo apuradas.

A CSN Mineração confirmou que áreas de sua unidade em Ouro Preto foram alagadas, mas negou que barragens ou diques tenham sido atingidos. A empresa afirmou que as autoridades foram comunicadas e que não houve necessidade de evacuação de trabalhadores.

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