O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, determinou medidas urgentes à Agência Nacional de Mineração (ANM) após o extravasamento na Mina da Fábrica, da Vale, entre Congonhas e Ouro Preto (MG). De acordo com o Ministério de Minas e Energia (MME), o incidente ocorreu na madrugada de domingo (25) e atingiu o rio Goiabeiras.
As ações incluem fiscalização rigorosa nas estruturas impactadas, possível interdição da operação e acionamento de órgãos ambientais e de defesa civil. A ANM também deve apurar responsabilidades da empresa e aprimorar normas para evitar novos casos.
Órgãos estaduais e o Ministério Público podem ser mobilizados para investigar danos materiais, ambientais ou pessoais. A ANM deve informar o MME continuamente sobre o andamento das ações.
O ministro também ordenou a abertura de um procedimento específico para apurar os fatos com rigor técnico. Segundo ele, a pasta busca uma resposta ágil para garantir mineração segura e sustentável.
Diferença entre extravasamento e rompimento
De acordo com o professor Carlos Barreira Martinez, da UNIFEI e UEMG, extravasamento ocorre quando uma estrutura transborda, como um balde cheio. Rompimento envolve falha estrutural por erosão ou galgamento.
O caso lembra o extravasamento na Mina Pau Branco, da Vallourec, em 2022, quando lama atingiu a BR-040 sem romper a estrutura de contenção.
Posicionamento das autoridades e empresas
A Defesa Civil de Minas Gerais afirmou, em nota conjunta com outros órgãos, que equipes permanecem no local para apurar causas e impactos. O governo estadual prometeu transparência nas informações.
A Vale informou que o extravasamento envolveu água com sedimentos de uma cava, sem atingir comunidades. As barragens da empresa na região permanecem estáveis.
A CSN Mineração relatou alagamento em áreas da unidade Pires, incluindo almoxarifado e oficinas. Estruturas de contenção da empresa não foram afetadas.
