Foto: Alex de Jesus / O TEMPO
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Entenda as estruturas de cava, sump, dique e barragem após vazamento de lama em Congonhas

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Dois vazamentos de lama ocorreram em estruturas da Vale na região Central de Minas Gerais em menos de 24 horas, no domingo (25/1). De acordo com o jornal O Tempo, água com sedimentos escorreu de uma cava da mina de Fábrica e de um reservatório provisório (sump) da mina Viga, entre Congonhas e Ouro Preto, afetando cursos d’água próximos.

A prefeitura de Congonhas informou que o material alcançou o córrego Goiabeiras e o rio Maranhão, que deságua no rio Paraopeba. Segundo o município, a água dos rios está pelo menos quatro vezes mais turva que o normal, com risco para a biodiversidade local.

A Vale afirmou que não houve carreamento de rejeitos de mineração, apenas água com sedimentos. A empresa negou relação com as barragens da região, que seguem estáveis e monitoradas. Não houve registro de feridos.

Termos técnicos da mineração

**Cava:** escavação aberta no solo para extração de minérios, comum na mineração a céu aberto.

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**Sump:** reservatório temporário para coletar água em áreas de mineração, permitindo bombeamento.

**Dique:** estrutura de contenção auxiliar em barragens ou reservatórios, funcionando como barreira interna.

**Barragem:** estrutura para armazenar líquidos ou misturas de sólidos e líquidos, como rejeitos de mineração.

De acordo com o Ministério de Minas e Energia, a Agência Nacional de Mineração (ANM) foi acionada para fiscalizar o caso e adotar medidas de segurança. O ministro Alexandre Silveira determinou ações como a possível interdição da operação e apuração de responsabilidades.

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A ANM informou que não houve rompimento de barragens ou pilhas de mineração. Equipes técnicas acompanham o caso para verificar medidas adotadas pela Vale.

A CSN Mineração relatou que áreas de sua unidade em Ouro Preto foram alagadas devido ao incidente, mas nenhuma barragem foi atingida. A empresa afirmou que suas estruturas de contenção estão operando normalmente.

A Vale reiterou que os vazamentos foram contidos e que não há risco para comunidades próximas. As causas estão sendo investigadas, e a empresa afirmou que seguirá colaborando com as autoridades.

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