A taxa de desemprego no Brasil caiu para 5,1% no trimestre encerrado em dezembro de 2025, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No trimestre anterior, o índice havia ficado em 5,6%. A média anual de desocupação em 2025 foi de 5,6%, a menor da série histórica iniciada em 2012.
De acordo com o IBGE, os números fazem parte da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), que monitora atividades formais e informais. A pesquisa abrange a população com 14 anos ou mais.
O mercado financeiro projetava uma taxa de desemprego de 5,1% para o último trimestre de 2025, conforme levantamento da agência Bloomberg. As estimativas variavam entre 5% e 5,4%. Não havia previsões para a média anual.
Analistas citam o desempenho econômico e medidas de estímulo do governo como fatores que contribuíram para a queda no desemprego. Outro aspecto mencionado é o envelhecimento da população, que reduz a pressão sobre o mercado de trabalho.
Segundo o IBGE, para ser considerado desempregado, o indivíduo precisa estar sem trabalho e procurando ocupação. Apenas não ter emprego não classifica alguém como desocupado.
Um estudo do FGV Ibre indicou que a geração de vagas em plataformas digitais reduziu o desemprego em 1 ponto percentual. Antes da divulgação dos dados, economistas projetavam uma taxa próxima de 6% para o final de 2026.
O Banco Central elevou a taxa básica de juros para 15% ao ano em meio ao cenário de aumento do consumo e pressão inflacionária. A medida busca equilibrar a economia diante do aquecimento do mercado de trabalho.
A Pnad Contínua é a principal pesquisa sobre força de trabalho no país, com amostra de 211 mil domicílios visitados trimestralmente. Cerca de 2.000 entrevistadores participam da coleta de dados.
