Foto: Crédito Matilde Landeta.jpg
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Cine Humberto Mauro apresenta mostra de cineastas ibero-americanas

O Cine Humberto Mauro inicia na próxima quarta-feira (4) uma mostra permanente dedicada a filmes dirigidos por mulheres ibero-americanas. A programação terá sessões gratuitas e bimestrais até dezembro, com obras de diretoras de países como Argentina, Espanha, Brasil e México.

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De acordo com o Cine Humberto Mauro, a abertura será às 19h, com a exibição de “Mulher da Rua” (1951), da cineasta mexicana Matilde Landeta. O filme é considerado um marco da Era de Ouro do cinema mexicano.

O projeto, chamado Cineclube Ibero-americano Permanente, é uma parceria entre o Cine Humberto Mauro, o Instituto Cervantes de Belo Horizonte e a plataforma Sara y Rosa. Metade dos ingressos será disponibilizada no site da Eventim, e a outra metade será distribuída na bilheteria do cinema, 30 minutos antes das sessões.

A curadoria é da pesquisadora Juliana Gusman, que selecionou seis encontros com o tema “As fictícias fronteiras do lar”. O objetivo é revisitar obras que contribuam para recontar a história do cinema a partir da perspectiva feminina.

Programação e enfoque

A primeira sessão exibirá “Mulher da Rua”, que aborda a prostituição a partir de uma visão feminina. O filme faz parte da produção de Matilde Landeta entre 1949 e 1951, período em que ela se destacou como uma das poucas mulheres a dirigir ficção no México.

Segundo Juliana Gusman, a mostra busca destacar como diretoras ibero-americanas usaram estruturas narrativas convencionais de forma subversiva. “Algumas diretoras, como a mexicana Adela Sequeyro e a brasileira Tereza Trautman, conseguiram ficcionalizar seus desejos e lutas”, afirma.

Vitor Miranda, Gerente de Cinema da Fundação Clóvis Salgado, destaca que a iniciativa reforça o compromisso do Cine Humberto Mauro em ampliar o acesso a cinematografias pouco difundidas. “A programação articula exibição e reflexão, consolidando o espaço como um local de debate e preservação da história do cinema”, diz.

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