Foto: FRED MAGNO
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Acordo de Brumadinho completa 5 anos com R$ 20 bilhões investidos

Mais de R$ 20 bilhões já foram investidos em reparações socioeconômicas após o rompimento da barragem da Vale em Brumadinho, em 2019. O balanço foi divulgado nesta quarta-feira (4/2) pelo governo de Minas Gerais, com participação de instituições de Justiça e representantes dos atingidos. O acordo, homologado em fevereiro de 2021, prevê um total de R$ 37,689 bilhões em investimentos.

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De acordo com o governo mineiro, entre os projetos financiados estão a expansão da linha 2 do metrô de Belo Horizonte, a conclusão do Hospital Regional de Teófilo Otoni e a construção de uma bacia de contenção do córrego Ferrugem, em Contagem. Dos 421 projetos definidos, 309 estão em execução.

Segundo Rodrigo Matias, secretário adjunto da Secretaria de Planejamento e Gestão (Seplag), o prazo para execução do acordo é de dez anos, até 2031. Ele ressaltou que não há limite para obrigações ambientais, e a Vale deve reparar todos os danos identificados, o que pode estender o prazo.

O promotor Leonardo Maia, do Ministério Público de Minas Gerais, afirmou que estudos em andamento podem revelar impactos ainda desconhecidos. Essas análises são acompanhadas pelo Comitê Técnico-Científico (CTC) da UFMG. “A empresa tem a obrigação de responder por esses danos, e ainda há muito a ser feito”, disse.

O governador Romeu Zema (Novo) declarou que sua gestão será marcada pelo desastre e espera ser o último a enfrentar um rompimento de barragem. “Nada ameniza a dor, mas estamos deixando um estado melhor em infraestrutura, saúde e educação”, afirmou.

Memória das vítimas

Nayara Porto, presidente da Associação dos Familiares de Vítimas e Atingidos por Brumadinho (Avabrum), cobrou que as obras financiadas pelo acordo incluam homenagens às vítimas. “Só existe reparação porque 272 pessoas morreram. O dinheiro não pode ser usado para propaganda política”, destacou.

Ela lembrou que, após sete anos, ainda não houve condenações pelo desastre. As audiências de instrução, que definirão se 16 réus irão a júri por homicídio culposo e crimes ambientais, começam em 23 de fevereiro e devem durar mais de um ano.

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