Foto: Douglas Magno/O Tempo
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MPMG reitera pedido de condenação de ex-prefeito de BH por nepotismo

O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) renovou o pedido de condenação do ex-prefeito de Belo Horizonte Alexandre Kalil (PDT) por suposto nepotismo. A ação investiga a nomeação, em 2020, do irmão de uma ex-namorada de Kalil para cargo comissionado na Fundação de Parques Municipais e Zoobotânica.

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De acordo com o MPMG, o processo tramita desde outubro de 2022 na 3ª Vara da Fazenda Pública da capital mineira. O órgão alega improbidade administrativa e nepotismo durante a gestão de Kalil na prefeitura.

Segundo o O Tempo, a ex-namorada de Kalil ocupava cargo de assessora jurídica no gabinete do prefeito na época. O então presidente da Fundação foi ouvido como testemunha e afirmou que a nomeação partiu do gabinete do prefeito, não de sua decisão.

Kalil e o nomeado para o cargo não compareceram à audiência presencial, apesar de intimados. Os advogados informaram que os réus não tinham interesse em prestar interrogatório.

O MPMG argumenta que a recusa em prestar esclarecimentos reforça a convicção de que não há justificativa republicana plausível para o ato. O órgão também contesta a defesa de que a Procuradoria-Geral do Município aprovou a nomeação.

Para o Ministério Público, buscar um parecer para “validar” a nomeação demonstra consciência da ilicitude. O órgão pede condenação dos réus ao pagamento de multa civil e proibição de contratar com o poder público por até quatro anos.

O ex-prefeito classificou a decisão como “mais uma bobagem que está entregue aos advogados”, segundo sua assessoria. O caso continua em análise na Justiça.

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