O programa BhtecXplore foi lançado oficialmente nesta quarta-feira, 11, no Parque Tecnológico de Belo Horizonte (BH-TEC). A iniciativa permitirá que cerca de 1 mil estudantes vivenciem o cotidiano de laboratórios de última geração e conheçam empresas que desenvolvem tecnologias como câmeras inteligentes, armadilhas para dengue e o nanoscópio com maior resolução do Hemisfério Sul.
De acordo com a UFMG, o evento de lançamento contou com a presença do pró-reitor de Pesquisa, Fernando Reis, além do presidente do BH-TEC, Marco Crocco, e da vereadora Marcela Trópia, responsável pela emenda parlamentar de R$ 128 mil que viabilizou o projeto. O valor foi repassado por meio da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico (SMDE).
Segundo Crocco, o BhtecXplore reforça o papel do parque na interação entre setor produtivo e academia. “É fundamental a formação na área de ciência, tecnologia e inovação. O Brasil tem carência nessa área, que é a base para o desenvolvimento tecnológico”, afirmou.
Marcela Trópia destacou que o projeto levará escolas para dentro do ecossistema de inovação. “Vamos unir empreendedorismo, tecnologia e inovação, mostrando as possibilidades de carreira para esses jovens”, disse.
Como funcionam as visitas
As visitas são voltadas para estudantes de 14 a 16 anos, que percorrem uma rota tecnológica com abordagem interativa. Os jovens começam no auditório, exploram o prédio institucional e visitam três empresas ou centros tecnológicos do BH-TEC.
A atividade termina com um quiz de três perguntas sobre o que foi visto durante o passeio. Os participantes que acertarem as respostas ganham prêmios confeccionados pela impressora 3D do parque.
Os recursos da emenda parlamentar serão usados para qualificar a programação e ampliar ações como o “Sexta no Parque”, evento mensal que discute inovação e sustentabilidade, e o “Café no Hub”, voltado para capacitação de empreendedores.
Contexto do BH-TEC
Em 2024, o faturamento agregado das empresas do BH-TEC atingiu R$ 600 milhões, valor recorde. Desde 2012, mais de 75% dos investimentos no parque foram direcionados para Pesquisa e Desenvolvimento (P&D), com picos acima de 95% nos últimos anos.
Segundo a UFMG, esse cenário contribuiu para o aumento no número de patentes concedidas a partir de 2020, indicando maior capacidade de transformar conhecimento em ativos de valor.
