Entre junho e julho de 2025, o Hospital Eduardo de Menezes (HEM) quase dobrou sua capacidade de atendimento na Unidade de Tratamento Intensivo (UTI), adicionando oito novos leitos aos dez já existentes. Essa expansão visa atender ao aumento de casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) durante o período sazonal.
A maioria dos pacientes com SRAG atendidos pelo hospital da Fhemig, referência estadual em doenças infectocontagiosas, eram idosos com 60 anos ou mais. Esses pacientes apresentavam principalmente quadros de influenza, que tem sido o vírus predominante entre essa faixa etária neste ano.
De acordo com a Secretaria de Estado de Comunicação Social, entre 1º de janeiro e 26 de julho, o HEM recebeu 181 pessoas com doenças respiratórias, das quais 104 foram internadas na UTI. No período de 6 de junho a 26 de julho, 49 pessoas passaram pelo hospital, sendo 31 delas internadas na UTI.
Dados do InfoGripe
Segundo o novo boletim InfoGripe da Fiocruz, divulgado em 7 de agosto, a tendência de queda dos casos de SRAG associados à influenza em idosos se manteve na semana epidemiológica 31, de 27 de julho a 2 de agosto. No entanto, 16 estados, incluindo Minas Gerais, ainda apresentam casos de SRAG em níveis de alerta, sem sinal de crescimento na tendência de longo prazo.
Em 2025, mais de um quarto dos casos positivos (25,7%) são de influenza A, enquanto 1,1% são de influenza B.
Resposta e Garantia de Acesso
De acordo com a gerente assistencial do HEM, a infectologista Tatiani Fereguetti, a resposta rápida e a adaptação das rotinas assistenciais são parte do cotidiano dos profissionais do hospital em situações de emergência em saúde pública. “A oferta excepcional de leitos garante à população o acesso à assistência à saúde de alta complexidade”, afirmou a médica.
Além do HEM, outros três hospitais da Fhemig – João Paulo II, Júlia Kubitschek e Maternidade Odete Valadares – também reforçaram sua capacidade de atendimento para lidar com o aumento da demanda no período sazonal.
Em 2 de maio de 2025, o Governo de Minas decretou situação de emergência em saúde pública devido ao aumento dos casos de SRAG, permitindo ações imediatas para ampliar a capacidade de resposta do Estado.
