O presidente do Conselho de Administração da Copasa, Hamilton Amadeo, foi citado em investigações sobre pagamento de propinas envolvendo a empresa de saneamento Aegea. A denúncia foi divulgada em reportagem do UOL nesta quinta-feira (12/2).
De acordo com o UOL, Amadeo, ex-presidente da Aegea, era responsável por definir os repasses de valores a políticos para obter concessões de água e esgoto. Ele assumiu o cargo na Copasa em abril de 2024 e permanecerá até 2026.
Segundo a reportagem, Amadeo teria admitido coordenar o esquema em depoimento ao Superior Tribunal de Justiça. Documentos obtidos pelo UOL indicam que executivos da Aegea confirmaram o pagamento de propinas em seis estados e 20 cidades, totalizando R$ 63 milhões entre 2010 e 2018.
As denúncias surgem durante o processo de privatização da Copasa, aprovado pelo governo de Minas Gerais. A expectativa, segundo o O Tempo, é que a venda ocorra no primeiro trimestre de 2026.
O governo estadual definiu que a privatização será feita por meio de distribuição secundária de ações. Conforme o O Tempo, os recursos serão usados para quitar dívidas com a União ou cumprir contrapartidas do Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados (Propag).
A reportagem do UOL não obteve resposta da Copasa, do governo de Minas, da Aegea ou de Hamilton Amadeo até o fechamento desta publicação.
