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Mostra Cine Curimba começa em 24 de fevereiro no Cine Santa Tereza, Belo Horizonte

O Cine Santa Tereza, em Belo Horizonte, sediará a primeira edição da Mostra Cine Curimba de 24 de fevereiro a 4 de março. O evento abordará as relações entre as espiritualidades negras e o cinema brasileiro, com a exibição de 14 filmes, entre curtas e longas-metragens, e sessões comentadas. A entrada é gratuita.

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Os ingressos podem ser retirados no site Sympla ou na bilheteria do cinema, 30 minutos antes de cada sessão. A mostra integra o Circuito Municipal de Cultura, uma iniciativa da Prefeitura de Belo Horizonte, por meio da Secretaria Municipal de Cultura e da Fundação Municipal de Cultura, em parceria com o Instituto Odeon.

Mais detalhes sobre o Circuito Municipal de Cultura estão disponíveis no site oficial: Circuito Municipal de Cultura. A curadoria da Mostra Cine Curimba é realizada por César Gilcevi, artista, poeta e produtor cultural do Cine Santa Tereza, e por Ewerton Belico, diretor e roteirista.

A programação inicial foca nas religiões de matriz africana e sua influência na cultura brasileira. Essas manifestações são apresentadas como parte integrante das formas de vida coletiva no país. A mostra busca explorar a profundidade e a diversidade dessas conexões.

A abertura da programação, em 24 de fevereiro, às 19h, contará com a exibição do filme “Iaô”, de Geraldo Sarno. O documentário aborda o processo de iniciação ao culto dos Orixás. Após a exibição, haverá uma sessão comentada pelo Coletivo Matuta – Comunidade de pesquisa em terreiro da Casa de Caridade Pai Jacob do Oriente.

Em 25 de fevereiro, às 19h, será exibido o documentário “Cavalo”, de Rafhael Barbosa e Werner Salles. O filme explora a memória da ancestralidade no corpo, mesclando ficção, produção e experimentação. A sessão terá comentários do cantor, compositor, multi-instrumentista, ator e diretor musical Sérgio Pererê.

No dia 26 de fevereiro, às 19h, a mostra apresenta “Exú Tranca Rua & Seus caminhos”, de Luis Ferreirah. Este documentário investiga as raízes do Batuque no Rio Grande do Sul e a conexão com a entidade Exu Tranca Ruas das Almas. O filme aborda a fé, as tradições e a influência cultural dessa entidade na religiosidade afro-brasileira.

Após a exibição, a sessão será comentada por Rainha Isabel Belinha, presidente da Guarda de Moçambique Treze de Maio de Nossa Senhora do Rosário, e Mame’tu kitaloya Olasindé, fundadora da Arca Brasileira Jacutá de Iansã. A programação do dia 27 de fevereiro, às 19h, inclui a exibição de cinco curtas-metragens.

Os curtas são: “Guardião dos Caminhos”, de Milena Manfredini; “Pattaki”, de Everlane Moraes; “A Boca do Mundo: Exu no Candomblé”, de Eliane Coster; “Sai dessa, Exu!”, de Roberto Moura; e “Pomba Gira”, de Maja Vargas e Patrícia Guimarães. “Guardião dos caminhos” explora o simbolismo do orixá Exú.

“Pattaki” é um documentário que homenageia Iemanjá, enquanto “A Boca do Mundo: Exu no Candomblé” oferece uma abordagem etnográfica sobre as manifestações culturais de Exu. “Sai dessa, Exu!” discute as origens da macumba no Rio de Janeiro e sua evolução como religião de massa. “Pomba Gira” aborda um personagem feminino mítico.

Em 28 de fevereiro, às 19h, o longa “Orí”, de Raquel Gerber, será exibido. O filme utiliza a história de Beatriz Nascimento para analisar os movimentos negros brasileiros entre 1977 e 1988, e a relação entre Brasil e África. A programação segue com diversas outras exibições e sessões comentadas.

Programação da Mostra Cine Curimba

No dia 1º de março, às 17h, o documentário “Santo Forte”, de Eduardo Coutinho, será exibido. O filme investiga as formas de apropriação de religiões no Brasil, com relatos de moradores da favela Vila Parque da Cidade, no Rio de Janeiro. Às 19h, haverá uma reexibição de “Iaô”, de Geraldo Sarno.

Em 3 de março, às 19h, a mostra apresenta “Exu Mangueira”, de Jom Tob Azulay, um documentário etnográfico sobre Umbanda e Quimbanda filmado na Rocinha. Também será exibido “Teu nome veio de África”, de Maria Luiza Aboim, que aborda a iniciação de Florenir no candomblé. A sessão terá comentários de Pai Yorotaman e Ajítẹnà Marco Scarassatti.

A primeira edição da Mostra Cine Curimba será encerrada em 4 de março, às 19h, com o documentário “Vira a volta que faz o nó” (A pàdé Olóònòn mo júbà Òjìsé), de Ewerton Belico, Luiz Pretti, Ajítẹnà Marco Scarassatti e Ricardo Aleixo. O encerramento também inclui a exibição de “Ouroboros”, de Pedro Vasseur.

“Ouroboros” é uma imersão cinematográfica na poesia-performance de César Gilcevi, explorando a encruzilhada de Exu e a dança do eterno retorno. A sessão de encerramento contará com comentários dos curadores da mostra, César Gilcevi e Ewerton Belico.

Circuito Municipal de Cultura

De acordo com informações da Prefeitura de Belo Horizonte, o Circuito Municipal de Cultura foi estabelecido para oferecer uma programação contínua e diversificada. As atividades são descentralizadas, abrangendo as nove regionais da PBH. O projeto inclui shows, espetáculos cênicos, intervenções urbanas, exibições de filmes e mostras temáticas.

Além disso, o Circuito promove atividades de reflexão e formação em diversas linguagens artísticas, reforçando seu papel de fomento cultural. Desde seu lançamento em dezembro de 2019 até dezembro de 2023, o Circuito Municipal de Cultura realizou 1.352 atividades artísticas e culturais.

Essas atividades alcançaram um público estimado de aproximadamente 649 mil pessoas, incluindo ações presenciais, virtuais e híbridas. A programação movimentou a contratação de 9.350 artistas e profissionais técnicos da cadeia produtiva da cultura, contribuindo para o desenvolvimento do setor.

Serviço – Mostra Cine Curimba

Quando: de 24 de fevereiro a 4 de março
Horário: verificar programação
Onde: Rua Estrela do Sul, 89, Santa Tereza
Quanto: ingressos gratuitos, retirados no site Sympla ou na bilheteria 30 minutos antes da sessão.
Classificação: verificar programação
Duração: verificar programação

Programação Detalhada:

24 de fevereiro (terça-feira), 19h
Iaô (Geraldo Sarno | Brasil | 1976 | Documentário | 70 min)
Classificação indicativa: 12 anos
Sessão comentada por Coletivo Matuta. Mediação: Ewerton Belico.

25 de fevereiro (quarta-feira), 19h
Cavalo (Rafhael Barbosa/Werner Salles | Brasil | 2020 | Documentário | 84 min)
Classificação indicativa: 14 anos
Sessão comentada por José Sérgio Pereira (Sérgio Pererê). Mediação: Ewerton Belico.

26 de fevereiro (quinta-feira), 19h
Exú Tranca Rua & Seus caminhos (Luis Ferreirah | Brasil | 2024 | Documentário | 70 min)
Classificação indicativa: 16 anos
Sessão comentada por Rainha Isabel Belinha e Mame’tu kitaloya Olasindé. Mediação: Ewerton Belico.

27 de fevereiro (sexta-feira), 19h | Curtas
Guardião dos caminhos (Milena Manfredini | Brasil | 2020 | Experimental | 5 min)
Classificação indicativa: 14 anos
Pattaki (Everlane Moraes | Brasil | 2019 | Documentário | 21 min)
Classificação indicativa: 12 anos
A Boca do Mundo: Exu no Candomblé (Eliane Coster | Brasil | 2009 | Documentário | 26 min)
Classificação indicativa: 16 anos
Sai dessa, Exu! (Roberto Moura | Brasil | 1972 | Documentário | 18 min)
Classificação indicativa: 12 anos
Pomba Gira (Maja Vargas/Patrícia Guimarães | Brasil | 1998 | Documentário | 15 min)
Classificação indicativa: 16 anos.

28 de fevereiro (sábado), 19h
Orì (Raquel Gerber | Brasil | 1989 | Documentário | 80 min)
Classificação indicativa: 12 anos.

1º de março (domingo), 17h
Santo Forte (Eduardo Coutinho | Brasil | 1999 | Documentário | 80 min)
Classificação indicativa: 12 anos.

1º de março (domingo), 19h
Iaô (segunda exibição) (Geraldo Sarno | Brasil | 1976 | Documentário | 70 min)
Classificação indicativa: 12 anos.

3 de março (terça-feira), 19h
Exu Mangueira (Jom Tob Azulay | Brasil | 1974 | Documentário | 45 min)
Classificação indicativa: 12 anos
Teu nome veio de África (Maria Luiza Aboim | Brasil | 1979 | Documentário | 40 min)
Classificação indicativa: 18 anos
Sessão comentada por Pai Yorotaman e Ajítẹnà Marco Scarassatti.

4 de março (quarta-feira), 19h
Vira a volta que faz o nó (Ewerton Belico/Luiz Pretti/Ajítẹnà Marco Scarassatti/Ricardo Aleixo | Brasil | 2021 | Documentário | 26 min)
Classificação indicativa: livre
Ouroboros (Pedro Vasseur | Brasil | Ficção | 2021 | 10 min)
Classificação indicativa: 12 anos
Sessão comentada por César Gilcevi e Ewerton Belico.

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