O bloco “Todo Mundo Cabe no Mundo” se destaca no Carnaval de Belo Horizonte por sua bateria inclusiva, formada principalmente por pessoas com deficiência. De acordo com O Tempo, o grupo permite que qualquer pessoa participe da percussão, promovendo acessibilidade e diversão durante o desfile.
Ana Luísa Guimarães, de 43 anos, participa do bloco há cerca de cinco anos. Ela, que tem paralisia cerebral, encontrou no grupo a oportunidade de curtir o Carnaval sem barreiras. “Amo Carnaval e aqui encontro preconceito zero e energia única”, disse.
Henrique Santana, de 40 anos, com síndrome de down, também integra a bateria. “Amo tocar bateria, amo Carnaval”, afirmou durante o desfile. O bloco reúne foliões de diferentes idades e condições físicas, como Alice, de 8 anos, que se diverte com amigas enquanto seu pai, Thiago Vieira, empurra sua cadeira de rodas.
Para Thiago, o evento é uma forma de conscientização. “Todo ano participamos porque é um bloco inclusivo, que respeita as pessoas com deficiência e chama atenção para a inclusão”, explicou.
Cíntia Azevedo, fonoaudióloga de 45 anos, celebra ver seus pacientes participando da folia. “Se há inclusão, este é meu lugar no mundo. É muito legal ver todo mundo curtindo da mesma forma”, comentou.
Carnaval de Belo Horizonte
De acordo com O Tempo, Belo Horizonte deve receber cerca de 6,5 milhões de pessoas durante os 23 dias de Carnaval em 2026. A programação inclui mais de 600 desfiles, com blocos tradicionais e atrações nacionais.
O evento deve gerar impacto econômico estimado em R$ 1 bilhão e criar mais de 20 mil postos de trabalho diretos e indiretos na cidade.
