A indiana Altmin investirá US$ 40 milhões (R$ 220 milhões) na Companhia Brasileira de Lítio (CBL), adquirindo 33% da refinaria em Divisa Alegre, no Norte de Minas Gerais. Os recursos serão usados para triplicar a capacidade de produção de carbonato de lítio grau bateria, de 2 mil para 6 mil toneladas anuais.
De acordo com o jornal O Tempo, Minas Gerais detém as maiores reservas de lítio do país e responde por mais de 90% das exportações brasileiras do mineral. A expansão da refinaria deve fortalecer a competitividade internacional do estado e reduzir a dependência de processamento externo.
A negociação faz parte da política de atração de investimentos da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sede-MG) e da Invest Minas. As empresas se aproximaram durante o Brazil Lithium Summit 2024, evento apoiado pelo governo estadual para fomentar parcerias no setor.
O projeto está alinhado ao Vale do Lítio, lançado em 2023 para estruturar a cadeia produtiva na região Norte e Nordeste de Minas. O programa já impulsionou investimentos e consolidou o Vale do Jequitinhonha como polo estratégico na transição energética.
Capacidade técnica e parcerias
Segundo o CEO da CBL, Vinícius Alvarenga, a empresa é a única fora da China qualificada para produzir carbonato de lítio grau bateria com pureza acima de 99,8%. “Esse know-how chamou a atenção de empresas internacionais”, afirmou.
A CBL foi fundada em 1985 e atua desde a extração até o refino do lítio. A Altmin é uma empresa indiana especializada em materiais para baterias e cadeias de mobilidade elétrica.
