Em fevereiro de 2025, a diretora do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), Regina Alvalá, afirmou que aproximadamente 130 mil moradores de Juiz de Fora vivem em áreas com risco de desastres climáticos. A declaração ocorreu durante o evento “Câmara Debate: Os desafios e impactos dos desastres naturais em Juiz de Fora”.
De acordo com a diretora, em 2024, o município registrou 10 ocorrências de risco geológico, como deslizamentos, ficando em quarto lugar no ranking nacional. Também foram emitidos 12 alertas de risco hidrológico, relacionados a enchentes, colocando a cidade na 12ª posição do país.
Regina Alvalá destacou a necessidade de melhorar a comunicação entre o poder público e moradores de áreas vulneráveis. “Comunicação de risco é diferente de comunicação de desastre. Se a gente não comunicar direito, a população não põe crédito na informação que está recebendo”, afirmou.
Segundo a diretora, chuvas isoladas não causam desastres. “O problema surge quando ameaças naturais encontram vulnerabilidades. Isso inclui a topografia da região, a presença de rios e a forma como as pessoas ocupam essas áreas”, explicou.
O Cemaden divulga diariamente, às 16h, previsões de risco hidrológico e geológico para cidades monitoradas.
