Terezinha e José Maria Rocha (Crédito: Erasmo Reis / Epamig)
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Epamig desenvolve projeto para aumentar cultivo de arroz em terras altas no Jequitinhonha e Norte de Minas

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A Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig) desenvolve o projeto “SemeArroz” para ampliar o cultivo de arroz em terras altas no Vale do Jequitinhonha e Norte de Minas. A iniciativa visa diversificar a produção, tradicionalmente concentrada em várzeas inundadas.

De acordo com a Epamig, o projeto é um desdobramento da iniciativa “Expansão e fortalecimento da cadeia produtiva de arroz em Minas Gerais”, aprovada pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig). O objetivo é atender agricultores familiares e promover segurança alimentar.

Somente em 2025, mais de 300 Unidades Demonstrativas foram implantadas no estado, sendo quase 200 no Norte de Minas e Vale do Jequitinhonha. A pesquisadora Janine Guedes, coordenadora do projeto, afirma que há grande demanda pelo cultivo, especialmente para o Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae).

Tecnologia e capacitação

O projeto conta com parcerias da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural de Minas Gerais (Emater-MG) e Universidade Federal de Lavras (Ufla). “Levamos sementes, adubo e tecnologias de plantio. Acompanhamos o ciclo produtivo”, explica Janine Guedes.

A pesquisadora destaca que o arroz de sequeiro é uma cultura rústica, com baixa necessidade de adubação e adaptável a diferentes condições de solo. “Complementa a renda dos produtores e pode ser cultivado tanto em áreas secas quanto com alagamentos”, afirma.

Impacto na produção

Nos últimos dois anos, Minas Gerais saltou do 18º para o 11º lugar na produção nacional de arroz. Dados da Secretaria de Agricultura indicam produção de 88,7 mil toneladas em 2024.

Em Veredinha, no Vale do Jequitinhonha, o casal Terezinha e José Maria Rocha recebeu uma Unidade Demonstrativa. “Não teremos mais que comprar arroz. Era meu sonho plantar aqui”, disse Terezinha, emocionada.

As unidades variam entre 500 e 1.000 metros quadrados, com produção estimada de 250 a 300 quilos de arroz em 500 metros. O projeto também incentiva o plantio de hortas circulares após a colheita.

Integração institucional

A identificação dos agricultores é feita pela Emater-MG. “É a demonstração da pesquisa aplicada à realidade do produtor”, comenta José Mauro de Azevedo, coordenador regional da Emater em Capelinha.

Epamig, Emater-MG e Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA) atuam conjuntamente no apoio aos produtores, incluindo certificações como o Programa Certifica Minas, que reconhece boas práticas agrícolas.

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