Foto: Reprodução / Redes Sociais
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Desembargador do TJMG é investigado por crimes sexuais

O desembargador Magid Nauef Láuar foi afastado do cargo pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) após denúncias de crimes sexuais. De acordo com o CNJ, cinco pessoas acusaram o magistrado, que atuou como juiz em Ouro Preto e Betim. Ele também é vice-presidente da Associação Nacional dos Magistrados Estaduais (Anamages).

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Em vídeo institucional divulgado em junho de 2025, Láuar afirmou ter sido o primeiro estagiário do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) em 1981. O CNJ determinou seu afastamento após investigação preliminar que apontou indícios de crimes contra a dignidade sexual.

Segundo o CNJ, as vítimas incluem uma moradora do exterior. O desembargador continuará recebendo salário durante o afastamento. Em janeiro, seu rendimento foi de R$ 164 mil, conforme informações publicadas no site O Tempo.

O programa Fantástico, da TV Globo, exibiu relatos de supostas vítimas. Entre elas, está o primo do desembargador, Saulo Láuar, que relatou assédio sexual. Uma ex-estagiária da Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP) também acusou o magistrado de tentativa de beijo forçado.

Outra denunciante afirmou ter sofrido agressões no gabinete de Láuar em Betim. “Na época eu tinha muito medo. Porque ele é o juiz, né? O poder é dele, seria a minha palavra contra a dele”, disse à emissora.

Anamages emitiu nota de apoio

A Anamages divulgou nota de solidariedade ao desembargador após decisão polêmica em um caso de estupro de vulnerável. A associação criticou a exposição midiática e defendeu a atuação do magistrado.

De acordo com O Tempo, a entidade foi procurada para novos posicionamentos, mas não se manifestou até o fechamento da reportagem. Láuar presidiu a Anamages entre 2015 e 2023.

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