A Justiça manteve a prisão preventiva da médica Cláudia Soares Alves e de um vizinho dela, acusados de envolvimento no homicídio de uma farmacêutica em Uberlândia, no Triângulo Mineiro. Segundo informações do jornal O Tempo, a decisão foi publicada no domingo (1º/3) pelo juiz Dimas Borges de Paula, da 3ª Vara Criminal da cidade.
Os dois estão presos desde 5 de novembro de 2023. De acordo com o magistrado, o prazo da prisão está dentro do limite considerado adequado para esta fase do processo, que ainda está em andamento.
O juiz afirmou que existem provas da ocorrência do crime e indícios da participação dos acusados. O caso envolve homicídio qualificado, com pena elevada, e o vizinho da médica também responde por adulteração de sinal identificador de veículo.
Na decisão, o juiz destacou que a gravidade do caso e as circunstâncias apresentadas indicam risco caso os acusados sejam soltos. Ele também registrou que não há comprovação de residência fixa ou trabalho formal por parte deles.
A primeira audiência de instrução do caso está marcada para o próximo dia 13. Testemunhas e acusados serão ouvidos nesta etapa.
Investigação
De acordo com o jornal O Tempo, a investigação aponta que a médica teria planejado a morte da farmacêutica para ficar com a filha da vítima. Ela mantinha um relacionamento com o ex-companheiro da farmacêutica e desejava ter a criança sob seus cuidados.
O inquérito indica que a vítima teria restringido o contato da filha com o pai quando ele estava acompanhado da médica, o que teria intensificado os conflitos.
Antes do homicídio, a médica enviou um pênis de borracha e uma carta manuscrita para a farmacêutica, entregues pelo executor. O objetivo seria prejudicar a imagem da vítima perante a família.
Durante a prisão em novembro, policiais encontraram um quarto preparado para bebê na casa da médica, com berço, enxoval e uma boneca do tipo “bebê reborn”. Cláudia Soares ficou conhecida após raptar uma recém-nascida no Hospital das Clínicas de Uberlândia.
O juiz destacou que a investigação revelou um esquema articulado, com divisão de tarefas, e que a acusação envolve crime hediondo. O processo segue agora para a fase de instrução, com coleta de provas e oitivas.
