Foto: Vitor Rocha
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Jovens ocupam a maioria das novas vagas de emprego em janeiro

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O Brasil registrou a criação de 112.334 empregos formais entre dezembro de 2025 e janeiro de 2026, segundo dados do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgados pelo governo federal. Quase todas as novas vagas (111.805) foram ocupadas por jovens de até 24 anos.

De acordo com o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), o país tinha 48,6 milhões de trabalhadores com carteira assinada em janeiro, um crescimento de 2,6% em 12 meses. A indústria liderou a geração de empregos, com 54.991 novas contratações, principalmente em manutenção, reparo e instalação de equipamentos.

“Quando cresce o emprego na indústria, isso é sempre positivo, porque é resultado das políticas econômicas e também de todo o debate sobre a industrialização liderado pelo vice-presidente, [Geraldo] Alckmin”, afirmou o ministro Luiz Marinho.

A construção civil foi o segundo setor com maior saldo de vagas (54.991), seguido por serviços e agropecuária. O comércio teve redução de 56.800 postos, atribuída à sazonalidade após as festas de fim de ano.

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Perfil dos contratados

Segundo o MTE, 94.536 das novas vagas foram ocupadas por homens, reflexo da demanda por mão de obra na construção civil e agropecuária. Na divisão por raça, pardos foram os mais contratados (66.571), seguidos por brancos (33.567), pretos (13.266) e indígenas (4.163). Estrangeiros somaram 11.634 admissões.

O salário médio real de admissão em janeiro foi R$ 2.389,78, alta de 3,3% ante dezembro e 1,77% em relação a janeiro de 2025. Santa Catarina liderou a criação de empregos (19 mil), principalmente na indústria, seguida por Mato Grosso (18.731) e Rio Grande do Sul (18.421).

De acordo com Bruno Imaizumi, economista da 4intelligence, jovens de até 24 anos também lideram as demissões voluntárias, com taxa de 40%. “Eles podem mudar de empresa com mais facilidade, enquanto trabalhadores mais velhos buscam estabilidade”, afirmou.

Do total de vagas criadas, 58% seguem o padrão CLT tradicional, enquanto 42% são consideradas atípicas, incluindo contratos de até 30 horas semanais, comuns no cultivo de soja.

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