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A vindima, período de colheita da uva entre janeiro e março, transforma vinícolas da Serra Gaúcha em destinos de experiências turísticas e impulsiona o enoturismo no Rio Grande do Sul. A tradição, herdada de imigrantes italianos, movimenta a economia local e atrai visitantes interessados em atividades como colheita manual, pisa da uva e degustações.
De acordo com o Ministério do Turismo, políticas públicas voltadas à valorização de produtos com Indicação Geográfica (IG) reforçam o potencial turístico da região. A IG reconhece a ligação entre características, qualidade e território, agregando valor e fortalecendo a identidade local.
Experiências durante a vindima
Vinícolas abrem as portas para atividades que incluem colheita, pisa da uva, degustações e programações gastronômicas. Regiões como o Vale dos Vinhedos registram aumento no fluxo de turistas, beneficiando produtores, hospedagens e restaurantes.
Segundo a plataforma Wine Locals, em 2025, o número de experiências enoturísticas comercializadas no Rio Grande do Sul cresceu 57,8% em relação a 2024.
Tradição e impacto turístico
Para Alexandre Faccioli, guia de turismo em Bento Gonçalves, a vindima representa tradição e herança cultural. “É um momento de celebração e união das famílias, além de fortalecer o enoturismo e consolidar a Serra Gaúcha como destino de experiências vínicas”, afirma.
Flávia Souza, dentista que participou da vindima, destaca a vivência prática. “Foi maravilhoso colher uvas e participar da pisa. Aprendi sobre o processo, a tradição e a história por trás do vinho”, relata.
A atividade reforça o turismo de experiência como ferramenta de valorização do patrimônio cultural e geração de emprego e renda.
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