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O governo federal anunciou nesta quarta-feira (4) um conjunto de ações para prevenir e controlar incêndios florestais em 2026. De acordo com o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), houve redução de 39% na área queimada em 2025 em comparação com a média dos oito anos anteriores.
Os dados, divulgados durante coletiva no Centro Nacional de Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais (Prevfogo/Ibama), são do Laboratório de Aplicações de Satélites Ambientais da UFRJ. As quedas foram de 91% no Pantanal, 75% na Amazônia, 58% na Mata Atlântica e 45% no Pampa.
Medidas para 2026
Uma das principais ações é a Portaria GM/MMA nº 1.623/2026, que declara emergência ambiental em áreas vulneráveis a incêndios. A norma permite contratação emergencial de brigadistas e orienta ações preventivas.
Segundo a ministra Marina Silva, a medida oferece base legal para atuação preventiva do poder público. “É planejar, prevenir e combater, com políticas permanentes e estruturadas”, afirmou durante o evento.
O governo federal vai mobilizar 4.660 profissionais, entre brigadistas contratados e servidores do Ibama e ICMBio. A operação contará com 18 helicópteros, 14 aviões, 89 embarcações e mais de 1.300 veículos terrestres.
Monitoramento e clima
O presidente do Ibama, Rodrigo Agostinho, destacou avanços no monitoramento. “Passamos a ter dados diários de áreas queimadas, o que melhora nossa capacidade de resposta”, disse.
Especialistas alertam para possível intensificação do fenômeno El Niño no segundo semestre de 2026, o que pode aumentar o risco de incêndios nas regiões Norte e Nordeste. O MMA realizou reuniões técnicas com INPE, INMET e outros órgãos para planejar ações.
Investimentos e políticas
Entre as medidas já implementadas estão:
- R$ 405 milhões do Fundo Amazônia para bombeiros da Amazônia Legal
- R$ 150 milhões para estados do Cerrado e Pantanal
- R$ 32 milhões para municípios prioritários na Amazônia e Pantanal
- Criação de Planos de Ação para Prevenção em todos os biomas
O presidente do ICMBio, Mauro Pires, destacou a importância de ampliar áreas protegidas e realizar queimas prescritas como medidas preventivas contra incêndios florestais.
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