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O programa Imóvel da Gente beneficiou mais de 8 mil pessoas em fevereiro com moradia e regularização fundiária. As ações incluem destinação de imóveis públicos para o Minha Casa, Minha Vida – Entidades e regularizações em comunidades marginalizadas, conforme dados do Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI).
De acordo com a Secretaria do Patrimônio da União (SPU), 2.935 famílias foram atendidas. Dessas, 2.795 tiveram terrenos regularizados e 140 unidades habitacionais serão construídas no Riacho Fundo II, no Distrito Federal. O cálculo considerou a média de 2,79 pessoas por família, segundo o IBGE.
Regularização em áreas estratégicas
As regularizações concentraram-se na Região Sul, especialmente em Paranaguá (PR), onde a comunidade Vila do Povo, com cerca de 800 famílias, ocupa área de manguezal às margens do rio Emboguaçu. A ocupação existe desde os anos 1980 e avançava para zonas de risco.
Lauren Costa, coordenadora-geral da SPU, destacou que a regularização garante direitos e segurança jurídica. “Ela integra núcleos urbanos à cidade oficialmente, combatendo exclusão social e falta de acesso a infraestrutura”, afirmou.
As áreas regularizadas em fevereiro somam 789.654,68 m², equivalente a quase duas vezes o território do Vaticano. Com a medida, comunidades podem receber investimentos em saúde, educação e lazer.
Destinações para infraestrutura e turismo
O programa também destinou imóveis para infraestrutura, como abertura de avenidas no Maranhão, Tocantins e Mato Grosso do Sul, manutenção de delegacia em Minas Gerais e obras em orlas do Piauí e Pará. Sergipe recebeu intervenções em esgotamento sanitário.
No turismo, houve destinações para revitalização do Parque Náutico Walter Lange (SC) e da Orla Fluvial Porto D’Angola (SE).
O Imóvel da Gente atingiu a meta prevista para 2026 um ano antes do prazo. Entre 2023 e 2025, 1.687 imóveis federais foram destinados a políticas públicas, superando a meta inicial de 1.600. O programa impactou cerca de 400 mil famílias em 609 municípios.
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