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Aumento de 33% no acolhimento de crianças e adolescentes pelo Serviço Família Acolhedora em Belo Horizonte

Belo Horizonte registra 33 crianças e adolescentes acolhidos temporariamente pelo Serviço Família Acolhedora da Prefeitura de Belo Horizonte. Este número representa um aumento de 33% em comparação ao mesmo período do ano anterior. A ampliação ocorreu após uma mudança metodológica no serviço.

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O programa permite que crianças e adolescentes afastados do convívio familiar, por medida protetiva, vivam em um ambiente de acolhimento. Eles recebem cuidado individualizado, afeto e atenção às suas necessidades específicas. O acolhimento é realizado em casas de famílias previamente cadastradas.

Essas famílias são capacitadas e acompanhadas por uma equipe técnica multiprofissional. Psicólogos e assistentes sociais realizam visitas regulares, oferecem orientações e monitoramento contínuo. O objetivo é assegurar suporte tanto às crianças quanto às famílias acolhedoras durante o período de acolhimento.

Atualmente, 49 famílias estão habilitadas para acolher crianças e adolescentes em Belo Horizonte. O Serviço Família Acolhedora é uma modalidade de acolhimento prevista no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). Ele integra a política de Assistência Social do município.

Vantagens do Serviço Família Acolhedora

De acordo com a Prefeitura de Belo Horizonte, Carlos Henrique Oliveira, Coordenador do Acolhimento Familiar da PBH, destaca as vantagens do serviço. “O acolhimento em um ambiente familiar reduz os impactos negativos do afastamento e promove o desenvolvimento saudável das crianças e adolescentes.”

Ele complementa: “Diferente do acolhimento institucional, a vivência em um lar favorece vínculos afetivos, fortalece a autoestima e ajuda na superação de traumas. Importante destacar, ainda, que a cada 12 crianças acolhidas em famílias, reduzimos a necessidade de abertura de unidades de acolhimento, gerando mais proteção.”

A Prefeitura de Belo Horizonte abre dois períodos cadastrais anualmente para novas inscrições. Em 2026, os cadastros poderão ser feitos entre os dias 13 e 30 de abril e de 17 a 28 de agosto. Mais informações sobre o serviço podem ser encontradas no site da prefeitura.

O acolhimento familiar é temporário e difere da adoção. Seu objetivo principal é a reintegração à família de origem. Caso isso não seja possível, o encaminhamento é feito para uma família substituta, conforme decisão judicial.

Durante o acolhimento, a criança ou adolescente mantém vínculos com sua história e identidade. A rede socioassistencial atua para fortalecer a família de origem e superar as situações que motivaram o afastamento.

O coordenador do Serviço explica: “As famílias acolhedoras não substituem o papel do Estado, mas atuam em parceria com o poder público. Elas recebem preparação prévia, apoio técnico e um subsídio financeiro destinado a auxiliar nas despesas com a criança ou adolescente acolhido.”

Ele finaliza: “O processo de habilitação inclui entrevistas, avaliação psicossocial e formação específica sobre direitos da infância, desenvolvimento e proteção integral.”

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