Pesquisadores da Fundação Getúlio Vargas (FGV) e da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) realizaram um estudo sobre o perfil socioeconômico e a satisfação de torcedores nos arredores do Mineirão, em Belo Horizonte. A ação ocorreu antes do clássico entre Cruzeiro e Atlético, válido pela final do Campeonato Mineiro no domingo (8/3).
De acordo com os pesquisadores, o objetivo é analisar os hábitos de consumo e a jornada do torcedor, desde o deslocamento até o fim do jogo. O estudo também avalia o impacto financeiro do futebol na vida dos frequentadores de estádios, incluindo gastos com transporte, alimentação e produtos oficiais dos clubes.
Segundo Elvis Maia, de 41 anos, um dos responsáveis pela coleta de dados, a pesquisa busca melhorar a gestão dos estádios. “Queremos entender o que agrada e desagrada o torcedor para propor melhorias”, afirmou.
O estudo não se limita a Minas Gerais. A FGV e a CBF estão realizando a mesma pesquisa em outros quatro estádios pelo Brasil, acompanhando finais de campeonatos estaduais em estados como Rio de Janeiro e São Paulo.
Critérios da pesquisa
O levantamento avalia quatro aspectos principais:
Infraestrutura: conforto das cadeiras, iluminação e qualidade do som.
Segurança: sensação de proteção dentro e fora do estádio.
Financeiro: valor médio dos ingressos e gastos com produtos dos clubes.
Logística: facilidade de acesso e opções de transporte.
Elvis Maia afirmou que a coleta de dados continuará pelos próximos meses. “A pesquisa não termina neste domingo. Vamos trabalhar em outros clássicos nos próximos três meses”, disse.
Os resultados devem ajudar a CBF a implementar medidas para melhorar a experiência dos torcedores nos estádios brasileiros.
