A Justiça do Trabalho confirmou a condenação de uma empresa de tecnologia da saúde sediada em Belo Horizonte por assédio moral contra uma funcionária. A decisão mantém o pagamento de R$ 15 mil em indenização por danos morais à gerente de crédito e cobrança.
De acordo com o processo, a trabalhadora afirmou ter sido submetida a cobranças excessivas, ofensas e comentários misóginos por parte de superiores. Ela também relatou tratamento desigual em relação aos colegas homens.
Testemunhas confirmaram que práticas discriminatórias eram frequentes no ambiente de trabalho. Segundo os relatos, a funcionária sofreu retaliação após denunciar o assédio pelos canais internos da empresa.
Uma das testemunhas declarou que homens recebiam tratamento privilegiado. “Os homens tinham tratamento privilegiado e as mulheres eram tratadas de forma agressiva e com mais cobrança”, disse. A mesma pessoa afirmou que supervisores faziam comentários depreciativos sobre mulheres.
Outra testemunha relatou ter presenciado atitudes machistas do gerente-geral. Segundo o depoimento, ele dizia que mulheres “não rendem muito”, “fazem muita fofoca
