Em 2026, o álbum “Cabeça Dinossauro”, dos Titãs, completa 40 anos. Para celebrar a data, a banda fará uma turnê a partir de 28 de março, com quatro shows confirmados em São Paulo, Belo Horizonte, Rio de Janeiro e Curitiba.
De acordo com o jornal O Tempo, o disco, lançado em 1986, é considerado um marco do rock brasileiro. Na época, o grupo tinha oito integrantes, incluindo Paulo Miklos, Nando Reis e Arnaldo Antunes, além dos atuais membros Branco Mello, Sergio Britto e Tony Bellotto.
O álbum trouxe músicas com letras diretas e críticas sociais, como “Polícia”, “Família” e “Igreja”. Segundo Britto, os temas abordados continuam atuais. “O abuso do poder público é algo que atravessa a história”, afirmou.
Bellotto destacou que o disco não se limita à crítica. “A música ‘Família’ tem um lado divertido e irônico”, disse. Para Mello, os arranjos musicais também contribuíram para a longevidade da obra. “É um disco cru, que não envelheceu”, afirmou.
Processo criativo e influências
Os integrantes negam que “Cabeça Dinossauro” tenha sido planejado como um disco conceitual. “Percebemos que a atitude agressiva estava presente em várias músicas”, explicou Bellotto.
Segundo Britto, a prisão de Bellotto e Arnaldo Antunes por posse de drogas, em 1984, influenciou o tom do álbum. “Foi um período difícil, com shows cancelados”, lembrou.
A banda também buscou consolidar sua identidade musical. “No início, éramos vistos como psicodélicos ou punks, dependendo do público”, disse Mello. Bellotto acrescentou: “O mercado pedia uma identidade mais clara”.
Turnê de celebração
Na turnê, os Titãs tocarão todas as faixas de “Cabeça Dinossauro” na ordem original, seguindo com outras músicas de sua discografia. Além do trio principal, participarão os músicos Mario Fabre, Beto Lee e Alexandre de Orio.
Os ingressos para os shows estão disponíveis no site Eventim. A estreia será em São Paulo, no Espaço Unimed, com datas posteriores em Belo Horizonte (25/4), Rio de Janeiro (9/5) e Curitiba (18/7).
