O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) emitiu recomendações para famílias que buscam instituições de acolhimento para idosos após identificar irregularidades em casas de repouso no estado. As orientações foram divulgadas durante o balanço do projeto “Acolher com Dignidade”, que fiscaliza essas instituições.
De acordo com o MPMG, desde março de 2025, o projeto inspecionou 287 instituições em 167 municípios mineiros, envolvendo cerca de 1,5 mil idosos. Todas as unidades apresentaram problemas, principalmente em infraestrutura, acessibilidade e organização dos cuidados.
Como escolher um lar de idosos? MP orienta famílias após denúncias de irregularidades em instituições de MG
Em meio às denúncias de irregularidades em instituições de acolhimento de idosos em Minas Gerais, o Ministério Público orienta que famílias adotem cuidados rigorosos antes… pic.twitter.com/u77MBBIzQL
— O TEMPO (@otempo) March 9, 2026
A promotora de Justiça Érika de Fátima Matozinhos Ribeiro, coordenadora do projeto, afirmou que os familiares devem verificar se a instituição possui alvará de funcionamento, licença sanitária e Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros (AVCB). Ela também destacou a importância de analisar o contrato, evitando cláusulas que retenham integralmente o benefício previdenciário do idoso.
O MPMG recomenda ainda avaliar as condições físicas do local, como número de moradores por quarto, infiltrações e espaços para alimentação. A presença de áreas como cozinha e lavanderia em funcionamento também deve ser verificada.
Segundo a promotora, visitas frequentes da família são essenciais para monitorar a qualidade do atendimento. Ela alertou sobre instituições que restringem horários de visita, pois isso pode ocultar problemas. Locais que permitem acesso livre tendem a ser mais transparentes.
Desabamento em Belo Horizonte
Os dados foram divulgados quatro dias após o desabamento de um lar de idosos no bairro Jardim Vitória, em Belo Horizonte. O incidente matou 12 pessoas, sendo 11 idosos e o proprietário do imóvel.
De acordo com o MPMG, a instituição já tinha irregularidades registradas desde 2017, como infiltrações e falta de barras de apoio. A Polícia Civil investiga as causas do desabamento.
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