Foto: Freepik/Reprodução
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Investigação sobre fraudes em escalas e emissão de atestados falsos no SUS em MG

Quatro médicos anestesistas estão sendo investigados por suposta participação em uma organização criminosa que desviava recursos públicos da saúde em Leopoldina, na Zona da Mata de Minas Gerais. De acordo com o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), a operação cumpriu mandados nesta terça-feira (10/3) nas cidades de Leopoldina e Além Paraíba.

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As irregularidades foram identificadas em contratos com a Casa de Caridade Leopoldinense e o Hospital São Salvador, unidades conveniadas ao SUS. Segundo o MPMG, o grupo manipulava escalas médicas, realizava cirurgias simultâneas e fazia procedimentos eletivos durante plantões.

As investigações apontam que os acusados, liderados por uma médica, usavam falsidades documentais e manipulação de registros. De acordo com o MPMG, as ações colocaram em risco a saúde de pacientes atendidos nessas instituições.

Fraudes e atestados falsos

O MPMG identificou emissão de atestados falsos para justificar ausências em plantões. Uma das investigadas chegou a se autointitular “rainha dos atestados”. As apurações também revelaram ocultação de erros médicos.

Segundo o MPMG, um dos médicos teria feito comentários inadequados sobre procedimentos médicos. Outro compartilhou imagem íntima de paciente. A suposta líder do esquema também tentou interferir nas provas e intimidar testemunhas.

Medidas judiciais

A Justiça determinou o bloqueio de bens dos investigados e seu afastamento de hospitais conveniados ao SUS. As provas serão compartilhadas com os Conselhos de Medicina e órgãos de saúde.

A operação foi realizada pelo Gaeco da Zona da Mata, pela Coordenadoria Regional das Promotorias de Justiça de Defesa da Saúde e pela Promotoria de Leopoldina. As investigações continuam e podem envolver mais pessoas.

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