Foto: Fernando Alvim.Foto: dossiê do tombamento/Iphan.
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Igreja São Lourenço do Tejucupapo é reconhecida como Patrimônio Histórico Brasileiro

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A Igreja São Lourenço do Tejucupapo, em Goiana (PE), foi reconhecida como Patrimônio Cultural Brasileiro pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). A decisão foi tomada durante a 112ª sessão do Conselho Consultivo do Iphan, realizada no Palácio Gustavo Capanema, no Rio de Janeiro, em 10 de março. O templo será inscrito no Livro do Tombo Histórico.

De acordo com o Iphan, a igreja foi construída no século 16, durante o período colonial, inicialmente em taipa e posteriormente em alvenaria e pedra. A obra contou com mão de obra indígena escravizada. A região integrava a Capitania de Itamaracá, atual município de Goiana.

Durante a sessão, a relatora Isabela Oliveira Pereira destacou a importância histórica do local. “Entende-se que o tombamento em pauta se trata de uma contribuição importante para o reconhecimento de que o território é resultado de camadas sucessivas de experiências humanas”, afirmou.

A igreja já era tombada pela Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco (Fundarpe) desde 1994. O local guarda memórias da Ordem Jesuíta no Brasil e foi cenário da Batalha de Tejucupapo, em 1646, quando mulheres locais resistiram à invasão holandesa.

Ambiência Histórica

Localizada ao final da Rua Matriz, a igreja foi um eixo central para o desenvolvimento do povoado. Sua proximidade com o Rio Goiana também teve papel estratégico no transporte e na economia da região. O nome Tejucupapo vem do Tupi, Tuyuc-paba, que significa “lama espraiada” ou “lamaçal”.

Comunidade quilombola

A Igreja São Lourenço mantém vínculo com a comunidade remanescente do Quilombo de Catucá. O templo abriga tradições como a Festa de São Lourenço e o ritual do “carrego da lenha”, que reúnem heranças indígenas, africanas e portuguesas.

O presidente do Iphan, Leandro Grass, ressaltou a importância de preservar essas memórias. “Vamos utilizar o patrimônio sensível como instrumento de memória para educar as atuais e futuras gerações”, afirmou.

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