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O Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA) promoveu capacitação sobre produção de mudas de mandioca com qualidade genética e sanitária em Ilhéus (BA), entre os dias 3 e 6 de março. A ação foi realizada em parceria com o Instituto Biofábrica da Bahia e a Embrapa Mandioca e Fruticultura.
De acordo com o MDA, a iniciativa integra a estratégia da Rede Reniva, que busca fortalecer a cadeia produtiva da mandioca. O projeto visa ampliar o acesso de agricultores familiares a materiais de plantio mais produtivos e seguros.
Segundo o Censo Agropecuário de 2017, a mandioca é cultivada em 974.211 estabelecimentos rurais no Brasil, o equivalente a 19% do total. A cultura tem papel relevante na segurança alimentar e na geração de renda, especialmente para agricultores familiares.
Trocas de conhecimento e tecnologias
O evento reuniu agentes de assistência técnica, pesquisadores, viveiristas e estudantes para discutir métodos de produção de mudas. Entre os participantes estavam representantes do MDA, da Bahiater, do Instituto Biofábrica da Bahia e da Embrapa.
Foram abordados temas como controle fitossanitário, multiplicação de mudas e limpeza clonal. Uma das tecnologias apresentadas foi o método de Estiolamento para Produção de Mudas e Miniestacas de Mandioca (EPMM), que aumenta a taxa de multiplicação mantendo a qualidade.
Durante o evento, foi entregue uma câmara de termoterapia, equipamento usado para eliminar patógenos das plantas matrizes. O diretor de ATER do MDA, Marenilson Batista, destacou a importância da iniciativa para agricultores familiares.
“Estamos avançando na oferta de cultivares apropriadas e de manivas-semente com qualidade genética e sanitária”, afirmou Batista. A oficina teve apoio de instituições como Adab, MAPA, Conab, Ceplac e universidades baianas.
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