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MPMG consegue condenação de grupo por latrocínio em Coronel Murta

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O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), por meio da Promotoria de Justiça de Araçuaí, obteve a condenação de quatro homens por crimes ocorridos em novembro de 2024, na zona rural de Coronel Murta, Vale do Jequitinhonha. Os indivíduos, com idades entre 31 e 38 anos, foram acusados de se passar por policiais e roubar R$ 200 mil, valor oriundo da venda de pedras preciosas.

Durante a ação criminosa, um homem foi morto, seu carro foi roubado e sua esposa e filha, de três anos, foram ameaçadas e sequestradas. Um quinto acusado, de 44 anos, está foragido e teve seu processo desmembrado. As penas determinadas pela Justiça para os condenados variam de 35 a 71 anos de prisão.

O promotor de Justiça Felipe Marques Salgado de Paiva, responsável pelo caso, comentou sobre o desfecho do julgamento. Ele afirmou: “Considero que as penas aplicadas mostraram-se proporcionais à gravidade dos fatos e à devastação causada no seio daquele núcleo familiar. A vítima deixou esposa e filha ainda pequena.”

Paiva acrescentou: “Embora a sentença não seja capaz de restituir a vida que lhes foi brutalmente retirada, representa uma resposta do Estado e um alento aos familiares e amigos que foram privados de sua convivência.”

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Dos quatro acusados, três são reincidentes e um é réu primário. Eles foram condenados por latrocínio, roubo majorado (consumado e tentado), extorsão mediante sequestro e associação criminosa armada.

Um dos homens, de 31 anos, foi condenado a 71 anos e cinco meses de prisão. Outro, de 33 anos, recebeu pena de 35 anos e quatro meses. O terceiro, de 38 anos, e o quarto, de 30 anos, foram condenados a 42 anos de prisão cada um.

A denúncia da Promotoria de Justiça detalha que, em novembro de 2024, o grupo criminoso obteve informações sobre a venda de pedras turmalinas no valor de R$ 200 mil por um fazendeiro e seu filho. O foragido de 44 anos forneceu esses detalhes e é apontado como mentor intelectual do ataque, além de ter providenciado o armamento.

Com o objetivo de roubar o dinheiro, três integrantes do grupo se vestiram como policiais e foram até a fazenda, armados, inclusive com fuzis. Ao chegarem, anunciaram o assalto. O fazendeiro e seu sobrinho, que estavam na residência, foram amarrados e agredidos.

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Testemunhas relataram que os criminosos exigiam a todo momento a entrega dos R$ 200 mil. O filho do fazendeiro chegou ao local e também foi rendido. As vítimas foram mantidas deitadas no chão.

Diante da não entrega do dinheiro, os criminosos intensificaram as agressões e vasculharam a casa. Um deles disparou contra o filho do fazendeiro, atingindo-o nas costas, o que resultou em sua morte.

Os acusados foram até a casa da vítima, próxima à fazenda, roubaram sua caminhonete e sequestraram a esposa e a filha de três anos. Eles exigiram que a mulher fizesse uma transferência de R$ 50 mil, mas não obtiveram sucesso.

Mãe e filha permaneceram sob o poder dos criminosos por algumas horas. Sem conseguir o dinheiro, os criminosos as abandonaram junto com a caminhonete roubada em uma estrada da cidade, fugindo em seguida em um segundo carro.

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O processo judicial referente a este caso é o Nº: 0012357-96.2025.8.13.0034.

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