A greve dos trabalhadores terceirizados da rede municipal de ensino de Belo Horizonte foi encerrada nesta quarta-feira (11/3), após mais de duas semanas de paralisação. A decisão ocorreu em assembleia realizada em frente à prefeitura, na avenida Afonso Pena, onde a maioria aceitou o acordo coletivo proposto pela empresa Minas Gerais Administração e Serviços (MGS) e pelo Executivo municipal.
De acordo com o Sindicato dos Trabalhadores em Educação da Rede Pública Municipal (Sind-Rede/BH), os terceirizados decidiram assinar o acordo. A última proposta da MGS, apresentada na segunda-feira (9/3), previa reajuste de 7,5% para funcionários de manutenção, faxina, portaria, apoio e cantina. A prefeitura havia oferecido 7% para a migração à nova empresa.
O sindicato afirmou que a mobilização continuará para garantir a reposição dos dias parados e uma transição segura, “sem perda de direitos dos trabalhadores”. Antes da assembleia, um protesto percorreu ruas do Centro, com concentração na Praça da Estação.
Trabalhadores terceirizados que atuam nas escolas municipais de Belo Horizonte realizam, nesta quarta-feira (11/3), uma manifestação pelas ruas do Centro. A passeata saiu da Praça da Estação e seguiu até a porta da prefeitura, na avenida Afonso Pena, onde ocorre uma assembleia… pic.twitter.com/mKbKxoCvh3
Advertisement— O TEMPO (@otempo) March 11, 2026
Nova assembleia com indicativo de greve
O Sind-Rede/BH marcou uma nova assembleia para 24 de março, com possibilidade de greve envolvendo trabalhadores concursados. Segundo o sindicato, o motivo é o risco de um “apagão” na rede municipal devido ao déficit de profissionais e à falta de convocações.
A reportagem do O Tempo questionou a Prefeitura de Belo Horizonte e a MGS sobre os termos do acordo com os terceirizados, mas não obteve retorno até a publicação desta matéria.
