Unimontes e EPAMIG investigam queijos artesanais mineiros

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A Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes) e a Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (EPAMIG) desenvolvem um projeto para investigar características microbiológicas, físico-químicas e sensoriais de queijos artesanais mineiros. O estudo inclui produtos de microrregiões recentemente reconhecidas como produtoras, como Diamantina e Entre Serras da Piedade ao Caraça.

Intitulado “Estado da arte de queijos artesanais emergentes produzidos em Minas Gerais”, o projeto é coordenado pela professora Luciana Albuquerque Caldeira Rocha, da Unimontes. De acordo com a EPAMIG, participam também o pesquisador Daniel Arantes e Cristiane Viana, chefe do Departamento de Pesquisa da instituição.

Segundo Daniel Arantes, a pesquisa surgiu após a regulamentação dos queijos de casca florida. “Os pesquisadores identificaram a necessidade de compreender melhor como os fungos podem alterar os queijos, em suas características físico-químicas, na microbiota e nos aspectos sensoriais”, afirmou.

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O projeto também abrange outras áreas produtoras do estado, incluindo regiões do Norte de Minas e da Serra Geral. As amostras analisadas são provenientes de queijarias selecionadas com apoio técnico da Emater-MG.

Parcerias e capacitação

A articulação entre as instituições foi viabilizada pela Rede Mineira de Pesquisa em Queijos (RMQA), iniciativa conduzida pela EPAMIG. O projeto está na fase final de análises, que incluem a identificação dos fungos presentes nas amostras.

Em fevereiro, o Centro de Pesquisa e Treinamento em Queijos Artesanais da EPAMIG sediou um curso prático sobre isolamento e caracterização de fungos filamentosos. Ministrado pelo Instituto Federal de Minas Gerais (IFMG), o curso reuniu alunos da Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ) e pesquisadores.

Daniel Arantes destacou a importância da atuação em rede. “A integração entre instituições permite harmonizar metodologias e gerar dados comparáveis entre microrregiões”, disse.

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